ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2021
Conforme DUNCAN et al., em relação às excisões elípticas, analisar os itens abaixo: I. Antes da incisão, deve-se desenhar a elipse na pele. Os eixos da elipse devem ser de igual tamanho. II. A maioria das pequenas lesões de pele, incluindo cistos sebáceos e lesões suspeitas de carcinoma basocelular e epidermoide, pode ser removida com uma excisão em elipse. III. Cistos sebáceos precisam, após a remoção da elipse, ter sua base liberada do fundo da lesão e, então, podem ser removidos com alguma compressão lateral da pele. Está(ão) CORRETO(S):
Excisão elíptica: eixos desiguais (3:1), remove lesões cutâneas comuns; cisto sebáceo exige liberação da base.
A excisão elíptica é uma técnica fundamental em cirurgia dermatológica para remover lesões cutâneas, permitindo um fechamento primário esteticamente favorável. É crucial que os eixos da elipse sejam desiguais (geralmente 3:1) para evitar "orelhas de cachorro" nas extremidades. Cistos sebáceos, em particular, requerem a liberação completa de sua cápsula para evitar recidiva.
A excisão elíptica é uma das técnicas cirúrgicas mais básicas e frequentemente utilizadas em cirurgia dermatológica e plástica para a remoção de lesões cutâneas. Seu objetivo é excisar a lesão de forma completa, permitindo um fechamento primário da ferida em uma linha reta, o que resulta em uma cicatriz mais estética e funcional. A correta execução da excisão elíptica é fundamental para evitar complicações e obter bons resultados cosméticos. Um ponto crucial na técnica é o desenho da elipse. Contrariamente ao que se pode pensar, os eixos da elipse não devem ser de igual tamanho. Para um fechamento sem tensão e sem a formação das indesejáveis "orelhas de cachorro" (dog ears) nas extremidades, a elipse deve ter uma proporção de comprimento para largura de aproximadamente 3:1 ou 4:1. Isso garante que, ao aproximar as bordas da ferida, a pele se acomode de forma plana. A excisão elíptica é versátil e pode ser empregada para a remoção de uma vasta gama de lesões cutâneas, incluindo cistos sebáceos, lipomas, nevos, e lesões malignas como o carcinoma basocelular e o carcinoma epidermoide. No caso específico dos cistos sebáceos, é imperativo que, após a incisão elíptica e a dissecção inicial, a base da cápsula do cisto seja completamente liberada do fundo da lesão. A remoção íntegra da cápsula é essencial para prevenir a recidiva do cisto, garantindo o sucesso do procedimento.
A proporção ideal é geralmente de 3:1 ou 4:1 (comprimento:largura). Isso permite um fechamento primário sem tensão excessiva e evita a formação de "orelhas de cachorro" nas extremidades da incisão.
A remoção incompleta da cápsula de um cisto sebáceo é a principal causa de recidiva. A cápsula contém as células secretoras que, se deixadas para trás, podem continuar a produzir sebo e formar um novo cisto.
A excisão elíptica permite a remoção completa da lesão com margens adequadas, facilita o fechamento primário da ferida em uma linha reta, resultando em uma cicatriz mais estética e menos perceptível.
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