HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2023
Mulher, 74 anos, lavradora desde os 15 anos, procurou a UBS de seu bairro referindo lesão cutânea em MSE (conforme figura), com crescimento progressivo há 7 meses. O Tratamento mais indicado para a hipótese diagnóstica é:
Câncer de pele não melanoma (BCC/SCC) com crescimento progressivo → Excisão cirúrgica com margens de segurança é o tratamento padrão.
A exérese cirúrgica com margens de segurança é o tratamento de escolha para a maioria dos carcinomas basocelulares e espinocelulares, especialmente lesões invasivas ou de maior risco, visando a remoção completa da lesão e minimizando recidivas.
O câncer de pele não melanoma, que inclui o carcinoma basocelular (CBC) e o carcinoma espinocelular (CEC), é o tipo de câncer mais frequente no Brasil e no mundo, com alta incidência em idosos e indivíduos com exposição solar crônica, como lavradores. A identificação precoce de lesões suspeitas é crucial para um tratamento eficaz e melhor prognóstico. O diagnóstico é primariamente clínico, com auxílio da dermatoscopia, e confirmado por biópsia. A escolha do tratamento depende do tipo histológico, tamanho, localização, profundidade da lesão, características do paciente e presença de fatores de risco. Lesões de crescimento progressivo, como a descrita na questão, frequentemente indicam um caráter invasivo. A exérese cirúrgica com margens de segurança é considerada o tratamento padrão-ouro para a maioria dos carcinomas basocelulares e espinocelulares, pois permite a remoção completa da lesão com análise histopatológica das margens, minimizando o risco de recidiva. Outras modalidades como curetagem e eletrocoagulação, terapia fotodinâmica e radioterapia são reservadas para lesões superficiais, de baixo risco, em pacientes com contraindicações cirúrgicas ou como terapia adjuvante.
Os principais tipos são o carcinoma basocelular (mais comum, crescimento lento, raramente metastatiza) e o carcinoma espinocelular (segundo mais comum, potencial de metástase maior). Ambos estão relacionados à exposição solar crônica.
É o tratamento padrão para a maioria dos carcinomas basocelulares e espinocelulares, especialmente lesões invasivas, recorrentes, de alto risco ou em áreas de maior morbidade, garantindo a remoção completa da lesão.
Alternativas incluem curetagem e eletrocoagulação (lesões superficiais de baixo risco), terapia fotodinâmica (lesões superficiais, ceratoses actínicas), radioterapia (pacientes inoperáveis, margens comprometidas) e criocirurgia.
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