HVC - Hospital Vera Cruz (SP) — Prova 2025
Menina, de 10 meses de vida, é levada ao pronto-socorro por presença de manchas vermelhas pelo corpo. A mãe relata que o quadro começou com febre de até 39,5°C, com vários picos por dia, por 3 dias. Ela relata que buscou atendimento médico no segundo dia de doença, realizando exames de sangue e de urina, que foram considerados normais pela equipe médica. Recebeu a orientação de medicar a febre e retornar, caso houvesse piora do quadro nas próximas 48 horas. Hoje a mãe relata que a filha apresentou melhora da febre, mas acordou com manchas vermelhas pelo corpo, que começaram a surgir no tronco e, no final da manhã, espalharam-se também para a face e extremidades. Ao exame físico, a criança encontra-se em bom estado geral, ativa, reativa, corada, hidratada, anictérica e acianótica. Notam-se lesões maculopapulares rosadas concentradas em tronco e esparsas em face e membros inferiores e superiores. O exame neurológico e o restante do exame físico estão normais. Com base na principal hipótese diagnóstica para esta paciente, qual é o agente etiológico e a medida profilática para prevenção da doença?
Exantema súbito (Roséola) = febre alta 3-5 dias, seguida de exantema maculopapular no tronco após defervescência → HHV-6.
O quadro clássico de febre alta por 3 dias, seguida de melhora da febre e aparecimento de exantema maculopapular, principalmente no tronco, é característico do exantema súbito (roséola infantil), causado pelo Herpes-vírus humano 6 (HHV-6). Não há vacina ou profilaxia específica para esta condição.
O exantema súbito, também conhecido como roséola infantil ou "sexta doença", é uma doença viral comum da infância, geralmente afetando lactentes e crianças pequenas. É clinicamente importante por seu padrão característico de febre alta seguida de exantema, o que pode gerar preocupação nos pais e nos profissionais de saúde. A compreensão de sua etiologia e curso é fundamental para o diagnóstico correto e para evitar intervenções desnecessárias. A doença é causada predominantemente pelo Herpes-vírus humano 6 (HHV-6), e menos frequentemente pelo HHV-7. O quadro clínico típico envolve febre alta e súbita (39-40°C) por 3 a 5 dias, com a criança geralmente mantendo bom estado geral, apesar da febre. Após a defervescência da febre, surge um exantema maculopapular rosado, não pruriginoso, que se inicia no tronco e se espalha para a face e extremidades, durando de algumas horas a 2-3 dias. O diagnóstico é clínico, baseado na sequência característica de febre e exantema. O tratamento é sintomático, com antipiréticos para o controle da febre. Não há vacina ou tratamento antiviral específico, e a doença é autolimitada e de bom prognóstico. É crucial diferenciar o exantema súbito de outras doenças exantemáticas, como sarampo e rubéola, para evitar alarmes desnecessários e garantir a correta orientação aos pais.
O exantema súbito, ou roséola infantil, é caracterizado por febre alta (39-40°C) por 3 a 5 dias, que cede abruptamente, seguida pelo aparecimento de um exantema maculopapular rosado, que geralmente começa no tronco e se espalha para a face e extremidades.
O agente etiológico mais comum do exantema súbito é o Herpes-vírus humano 6 (HHV-6), embora o HHV-7 também possa causar a doença. É uma infecção viral comum na primeira infância.
Não existe vacina ou medida profilática específica para o exantema súbito. O tratamento é sintomático, focado no controle da febre e no conforto da criança, já que a doença é autolimitada e geralmente benigna.
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