IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025
Qual dos exames abaixo não faz parte da rotina de exames laboratoriais solicitados na primeira consulta, realizada no primeiro trimestre do prénatal?
TOTG 75g não é rotina no 1º trimestre; é para rastreio de DMG no 2º trimestre.
O Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g de glicose é o exame padrão para rastreamento e diagnóstico de diabetes gestacional, mas é realizado rotineiramente entre a 24ª e a 28ª semana de gestação, não no primeiro trimestre.
O pré-natal é um período fundamental para a saúde da gestante e do feto, e a primeira consulta no primeiro trimestre estabelece a base para o acompanhamento. Uma série de exames laboratoriais é solicitada rotineiramente para identificar condições pré-existentes, rastrear infecções e avaliar riscos. No primeiro trimestre, os exames incluem hemograma completo, tipagem sanguínea e fator Rh, glicemia de jejum (para rastrear diabetes pré-existente ou overt), sorologias para sífilis (VDRL/FTA-Abs), HIV (Elisa anti-HIV), hepatite B (HbsAg), hepatite C (anti-HCV), toxoplasmose (IgG e IgM), rubéola (IgG e IgM) e urocultura com antibiograma. A colpocitologia oncótica também é realizada se a mulher não tiver feito nos últimos 12 meses. O Coombs indireto é essencial para gestantes Rh negativas. O Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g de glicose, embora crucial para o diagnóstico de diabetes gestacional (DMG), é realizado rotineiramente entre a 24ª e a 28ª semana de gestação. Sua realização no primeiro trimestre não faz parte da rotina, a menos que haja fatores de risco muito específicos ou uma glicemia de jejum alterada que já sugira diabetes pré-existente. A distinção entre diabetes pré-existente (diagnosticado no início da gravidez) e diabetes gestacional (diagnosticado no meio da gravidez) é importante para o manejo.
No primeiro trimestre, a glicemia de jejum é solicitada para rastrear diabetes pré-existente ou diabetes overt na gravidez. O TOTG 75g não é rotina nesta fase, sendo reservado para o segundo trimestre para diabetes gestacional.
A colpocitologia oncótica (Papanicolau) é importante para rastrear lesões pré-cancerígenas ou câncer de colo uterino. Se a mulher não realizou o exame nos últimos 12 meses, ele deve ser feito na primeira consulta de pré-natal, independentemente da gestação.
O Coombs indireto é solicitado em pacientes Rh negativas para detectar a presença de anticorpos anti-Rh. É crucial para identificar risco de doença hemolítica perinatal e guiar a profilaxia com imunoglobulina anti-Rh.
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