UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2015
Paciente de 23 anos, hígido, foi admitido para internação no hospital universitário para realização de cirurgia eletiva de hérnia inguinal. A enfermeira convoca o médico plantonista para avaliar o caso, pois o paciente foi internado sem nenhum exame laboratorial ou de imagem pré-operatório. Neste caso, a conduta do médico plantonista deve ser:
Paciente hígido (ASA I) para cirurgia eletiva → exames pré-operatórios de rotina geralmente não são necessários.
Para pacientes jovens e hígidos (ASA I) submetidos a cirurgias de baixo risco, como hérnia inguinal, a avaliação clínica é suficiente. A solicitação rotineira de exames complementares sem indicação clínica específica não agrega valor e pode atrasar o procedimento.
A avaliação pré-operatória é um pilar fundamental da segurança do paciente, visando identificar e otimizar condições clínicas que possam impactar o desfecho cirúrgico. Contudo, a solicitação indiscriminada de exames complementares em pacientes jovens e hígidos, classificados como ASA I, para cirurgias eletivas de baixo risco, tem sido questionada por diversas diretrizes. A prática baseada em evidências sugere que a anamnese e o exame físico completos são, na maioria dos casos, suficientes para essa população. A fisiopatologia por trás da desnecessidade de exames de rotina em pacientes ASA I reside no fato de que a probabilidade de encontrar alterações significativas que alterem a conduta ou o risco cirúrgico é extremamente baixa. A solicitação de exames como hemograma, coagulograma, eletrólitos, RX de tórax ou ECG sem uma indicação clínica específica pode levar a resultados falso-positivos, gerando ansiedade, investigações adicionais desnecessárias e atrasos na cirurgia, sem um benefício claro para o paciente. O tratamento e a conduta devem focar na otimização do estado de saúde do paciente e na minimização de riscos. Para um paciente de 23 anos, hígido, para cirurgia de hérnia inguinal, a conduta mais adequada é confirmar a realização da cirurgia, baseando-se na avaliação clínica. É crucial que o médico plantonista tenha conhecimento das diretrizes atuais para evitar exames desnecessários e garantir uma gestão eficiente e segura do paciente.
Para pacientes hígidos (ASA I) submetidos a cirurgias de baixo risco, a avaliação clínica detalhada é geralmente suficiente, e exames laboratoriais ou de imagem de rotina não são indicados.
Exames pré-operatórios são justificados quando há comorbidades, idade avançada, tipo de cirurgia de alto risco ou achados na anamnese e exame físico que sugiram a necessidade de investigação adicional.
A classificação ASA (American Society of Anesthesiologists) estratifica o risco anestésico-cirúrgico. Pacientes ASA I são hígidos, e para eles, a necessidade de exames complementares é mínima.
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