Exames Pré-Operatórios: Indicações e Avaliação de Risco

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2021

Enunciado

Sobre a solicitação de exames pré-operatórios é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) Os fatores de coagulação, como o tempo de protrombina (TP), a relação normalizada internacional (INR, do inglês international normalized ratio) e o tempo de tromboplastina parcial (TTP), são realizados em todos os pacientes que deverão realizar cirurgias porte II.
  2. B) A glicemia pré-operatória de rotina é um conceito importante e é solicitada em todos os pacientes que farão cirurgia porte II, em função da relação entre níveis elevados de glicose no sangue e infecções do sítio cirúrgico (ISCs) pois os níveis de hemoglobina A 1C se correlacionem com infecções pós-operatórias.
  3. C) Eletrocardiogramas não são rotineiramente realizados, mas estão justificados para pacientes acima dos 50 anos de idade, para os que serão submetidos a cirurgias vasculares e para os pacientes com história de hipertensão, cardiopatia, doença respiratória significativa, disfunção renal e diabetes mellitus.
  4. D) As radiografias de tórax são realizadas como rotina em todos os pacientes que serão operados no território brasileiro por ser área endêmica de tuberculose.
  5. E) O rastreamento por swab nasal de rotina é usado para identificar portadores de Streptococcus Beta hemolíticos e penumococcos. O resultado pode orientar medidas de descontaminação, como a aplicação intranasal de pomadas antimicrobianas e a higiene local com lavagens com clorexidina a 2% por 5 dias antes da cirurgia.

Pérola Clínica

ECG pré-operatório não é rotina; indicado para >50 anos, cirurgia vascular ou comorbidades cardíacas/renais/DM.

Resumo-Chave

A solicitação de exames pré-operatórios deve ser individualizada, baseada na idade do paciente, comorbidades e tipo de cirurgia, e não de forma rotineira para todos. O eletrocardiograma (ECG), por exemplo, é justificado em pacientes com mais de 50 anos ou com fatores de risco cardiovascular, mas não é um exame universal.

Contexto Educacional

A solicitação de exames pré-operatórios é um componente crucial da avaliação pré-anestésica e cirúrgica, visando otimizar as condições do paciente e minimizar riscos. No entanto, a prática atual preconiza uma abordagem individualizada, baseada na idade, comorbidades e tipo de cirurgia, em vez de uma bateria de exames de rotina para todos. O eletrocardiograma (ECG) não é um exame de rotina universal. Sua indicação é justificada em pacientes com mais de 50 anos, naqueles que serão submetidos a cirurgias vasculares, ou em pacientes com histórico de condições como hipertensão, cardiopatia, doença respiratória significativa, disfunção renal e diabetes mellitus. Essas condições aumentam o risco cardiovascular perioperatório, e o ECG pode auxiliar na estratificação de risco e na tomada de decisões clínicas. Outros exames, como coagulograma, glicemia e radiografia de tórax, também seguem indicações específicas, não sendo rotineiros para todos os pacientes. A compreensão dessas diretrizes é fundamental para que residentes e profissionais de saúde realizem uma avaliação pré-operatória eficiente, segura e baseada em evidências, evitando exames desnecessários e focando naqueles que realmente impactam o manejo e o prognóstico do paciente.

Perguntas Frequentes

Quando o eletrocardiograma (ECG) é indicado no pré-operatório?

O ECG pré-operatório não é rotineiro, mas é indicado para pacientes acima de 50 anos, para aqueles submetidos a cirurgias vasculares, e para pacientes com histórico de hipertensão, cardiopatia, doença respiratória significativa, disfunção renal ou diabetes mellitus, visando identificar riscos cardiovasculares e otimizar o manejo perioperatório.

Os exames de coagulação são sempre necessários no pré-operatório?

Exames de coagulação (TP, INR, TTP) não são realizados em todos os pacientes de rotina. São indicados para pacientes com histórico de sangramento anormal, uso de anticoagulantes, doença hepática, ou para cirurgias com alto risco de sangramento, a fim de identificar e corrigir distúrbios de coagulação antes do procedimento.

Qual a importância da glicemia pré-operatória e rastreamento de infecções?

A glicemia pré-operatória é importante para pacientes diabéticos ou com suspeita de diabetes, pois níveis elevados de glicose aumentam o risco de infecções do sítio cirúrgico. O rastreamento de portadores de Staphylococcus aureus (incluindo MRSA) por swab nasal pode ser considerado em cirurgias de alto risco para guiar medidas de descontaminação e reduzir infecções.

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