CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2020
Paciente de 40 anos diagnosticado com colelitíase há 2 semanas após realizar ultrassonografia abdominal solicitado para investigação de quadro de dores inespecíficas no andar superior do abdome e plenitude pós-prandial. Após ter sido consultado pela especialista e ter sido orientado o tratamento cirúrgico eletivo, inicia a fase de exames pré-operatórios; dentre os laboratoriais, podemos elencar como os mais adequadosdentro da rotina:
Colecistectomia eletiva → Avaliação hematológica, renal, hepática e, por vezes, tireoidiana (TSH).
Para colecistectomia eletiva, exames pré-operatórios essenciais incluem avaliação hematológica (hematócrito, hemoglobina), função renal (ureia, creatinina), função hepática (bilirrubinas) e, por vezes, função tireoidiana (TSH) para rastreio de comorbidades.
A avaliação pré-operatória para colecistectomia eletiva visa otimizar a condição do paciente e minimizar riscos. Para um paciente de 40 anos com colelitíase, a rotina de exames laboratoriais deve ser abrangente. Parâmetros hematológicos como hematócrito e hemoglobina são fundamentais para detectar anemia, que pode impactar a capacidade de transporte de oxigênio e a recuperação pós-operatória. A função renal, avaliada por ureia e creatinina, é crucial para o ajuste de doses de medicamentos e para prever a capacidade do paciente de lidar com estresse cirúrgico. A avaliação da função hepática, incluindo bilirrubinas, é especialmente relevante na colelitíase para detectar coledocolitíase ou disfunção hepática preexistente. O TSH, embora não seja universalmente rotina para todas as cirurgias, pode ser um exame útil para rastrear disfunções tireoidianas subclínicas, que podem afetar a resposta ao estresse cirúrgico e anestésico. A individualização da solicitação de exames é sempre a melhor prática, considerando a idade, comorbidades e o tipo de cirurgia. No entanto, a alternativa C foca em aspectos importantes da avaliação sistêmica que podem influenciar o manejo perioperatório e a segurança do paciente, mesmo que a inclusão do TSH possa ser debatida como "rotina" para todos os casos.
Hematócrito e hemoglobina são cruciais para avaliar a presença de anemia, que pode aumentar os riscos cirúrgicos e necessitar de correção prévia.
A avaliação da função renal (ureia, creatinina) e hepática (bilirrubinas) é essencial para identificar disfunções que podem afetar o metabolismo de medicamentos anestésicos e o risco de complicações pós-operatórias.
O TSH pode ser incluído na rotina pré-operatória para rastrear disfunções tireoidianas subclínicas, especialmente em pacientes com sintomas inespecíficos ou fatores de risco, visando otimizar a condição clínica antes da cirurgia.
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