FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2024
Paciente, 40 anos, irá se submeter a um procedimento cirúrgico para remoção da vesícula biliar, não apresenta histórico de problemas de coagulação ou outros problemas hematológicos. Também não há sintomas clínicos que sugiram um risco de hemorragia. Nesse caso, a conduta recomendada em relação à realização de exames préoperatórios de coagulação é:
Paciente sem histórico de coagulopatia e sem risco de hemorragia → Dispensar exames de coagulação pré-operatórios.
Em pacientes assintomáticos, sem histórico pessoal ou familiar de distúrbios de coagulação e sem uso de anticoagulantes, a realização rotineira de exames de coagulação pré-operatórios não é recomendada, pois não melhora os desfechos e aumenta custos.
A avaliação pré-operatória é um pilar fundamental da segurança do paciente cirúrgico. No entanto, a solicitação indiscriminada de exames complementares, incluindo os de coagulação, pode levar a resultados falso-positivos, atrasos cirúrgicos e aumento de custos sem benefício clínico. As diretrizes atuais enfatizam a avaliação individualizada do risco. Para exames de coagulação, a recomendação é baseada na história clínica e exame físico. Pacientes sem histórico de sangramentos anormais, sem uso de medicamentos que afetem a coagulação (como anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários) e sem comorbidades que predisponham a distúrbios de hemostasia (ex: doença hepática grave, insuficiência renal crônica) não necessitam de TP/INR e TTPA de rotina. A colecistectomia, especialmente por via laparoscópica, é um procedimento comum e, na ausência de fatores de risco, é considerada de baixo a moderado risco de sangramento. Portanto, a dispensa dos exames de coagulação nesses casos reflete uma prática baseada em evidências, otimizando recursos e evitando intervenções desnecessárias.
Exames de coagulação são indicados para pacientes com histórico pessoal ou familiar de sangramento excessivo, uso de anticoagulantes, doenças hepáticas ou renais graves, ou outras condições que afetem a hemostasia.
Os exames mais comuns são o Tempo de Protrombina (TP) com INR e o Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada (TTPA), que avaliam as vias extrínseca e intrínseca da coagulação, respectivamente.
A colecistectomia laparoscópica é geralmente considerada um procedimento de baixo a moderado risco de sangramento em pacientes sem comorbidades, o que reforça a não necessidade de exames de coagulação de rotina.
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