FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2023
Os exames laboratoriais têm importante papel na assistência pré-natal, como forma de rastreamento e prevenção de possíveis doenças. Um exame que deve ser solicitado no terceiro trimestre é:
Sífilis e HIV devem ser retestados no 3º trimestre para identificar infecções recentes e prevenir transmissão vertical.
As sorologias para sífilis e HIV são exames cruciais a serem repetidos no terceiro trimestre do pré-natal. Essa repetição permite identificar infecções adquiridas durante a gestação, possibilitando intervenções oportunas para prevenir a transmissão vertical e garantir a saúde do binômio mãe-bebê.
O acompanhamento pré-natal é uma estratégia fundamental para a saúde materno-infantil, visando identificar e intervir precocemente em condições que possam afetar a gestante e o feto. A solicitação de exames laboratoriais em diferentes trimestres é uma prática padronizada, seguindo diretrizes do Ministério da Saúde e sociedades médicas, para rastreamento e prevenção de doenças. O terceiro trimestre, em particular, requer atenção especial para condições que podem ter impacto direto no parto e no período neonatal. No terceiro trimestre, a repetição das sorologias para sífilis (VDRL ou teste rápido) e HIV é de suma importância. Isso se deve ao fato de que a gestante pode ter adquirido essas infecções após a testagem inicial do primeiro trimestre. A detecção tardia da sífilis permite o tratamento imediato com penicilina, prevenindo a sífilis congênita, uma condição grave. Para o HIV, a identificação no terceiro trimestre possibilita a implementação de medidas profiláticas, como o uso de antirretrovirais, parto cesariana eletiva e a inibição da amamentação, reduzindo drasticamente o risco de transmissão vertical. Outros exames relevantes no terceiro trimestre incluem o hemograma (para reavaliação de anemia), urocultura (para rastreamento de bacteriúria assintomática e prevenção de pielonefrite e parto prematuro) e, em alguns protocolos, a pesquisa de estreptococo do grupo B (GBS) entre 35 e 37 semanas para profilaxia intraparto. A correta solicitação e interpretação desses exames são competências essenciais para residentes e profissionais de saúde que atuam na atenção primária e obstetrícia.
No primeiro trimestre, são obrigatórios: tipagem sanguínea e fator Rh, Coombs indireto (se Rh negativo), hemograma, glicemia de jejum, sorologias para sífilis (VDRL/FTA-Abs), HIV, hepatite B (HBsAg), toxoplasmose e rubéola, exame de urina e urocultura, e Papanicolau (se indicado).
A repetição das sorologias para sífilis e HIV no terceiro trimestre é fundamental para rastrear infecções adquiridas durante a gestação. A detecção tardia permite iniciar o tratamento adequado (para sífilis) ou medidas de profilaxia (para HIV) antes do parto, reduzindo significativamente o risco de transmissão vertical para o feto ou recém-nascido.
Além de sífilis e HIV, outros exames importantes no terceiro trimestre incluem: hemograma (para avaliar anemia), glicemia de jejum ou teste de tolerância à glicose (se não realizado ou com fatores de risco para diabetes gestacional), urocultura (para rastreamento de bacteriúria assintomática) e, em algumas situações, sorologia para hepatite C ou estreptococo do grupo B (GBS).
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