PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015
Primigesta de 22 anos, obesa, com idade gestacional de 25 semanas, comparece à segunda consulta de pré-natal apresentando os resultados de exames solicitados no atendimento anterior: grupo sanguíneo A positivo; glicemia de jejum: 80 mg/dl; hemoglobina: 11,5 g/dl; sorologia para toxoplasmose: IgG negativo e IgM negativo; exame de urina evidenciando presença de glicose e proteína na urina. Exame físico sem alterações. Assinale a conduta CORRETA em relação ao caso descrito:
Pré-natal completo exige VDRL e anti-HIV em todas as gestantes, independentemente de outros achados.
O pré-natal de qualidade preconiza a realização de exames essenciais para a saúde materno-fetal, incluindo VDRL para sífilis e anti-HIV para HIV, em todas as gestantes. A ausência desses exames na primeira consulta ou até a 25ª semana é uma falha que deve ser corrigida imediatamente, pois o diagnóstico precoce permite intervenções que previnem a transmissão vertical.
O pré-natal é um período crucial para a saúde materno-fetal, e a realização de exames complementares é fundamental para o rastreamento e diagnóstico precoce de condições que podem afetar a gestação. Entre os exames considerados essenciais e obrigatórios pelo Ministério da Saúde, destacam-se as sorologias para sífilis (VDRL ou FTA-Abs) e HIV (anti-HIV). Estes devem ser solicitados na primeira consulta de pré-natal e, idealmente, repetidos no terceiro trimestre, ou a qualquer momento em que o resultado anterior não esteja disponível ou haja suspeita de nova exposição. No caso apresentado, a gestante está na 25ª semana e esses exames ainda não foram solicitados, o que configura uma falha na condução do pré-natal. O diagnóstico precoce de sífilis e HIV é vital para iniciar o tratamento adequado da gestante e implementar medidas que previnam a transmissão vertical para o feto ou recém-nascido, evitando complicações graves e sequelas. Outros achados, como glicosúria e proteinúria, merecem atenção. A glicosúria pode ser fisiológica na gestação, mas se persistente, pode indicar necessidade de rastreamento para diabetes gestacional, embora a glicemia de jejum normal reduza essa suspeita. A proteinúria, mesmo que leve, deve ser investigada para descartar pré-eclâmpsia ou infecção do trato urinário. A toxoplasmose IgG e IgM negativos indicam suscetibilidade, exigindo orientação e acompanhamento. Contudo, a prioridade imediata é a complementação dos exames essenciais de rastreamento de DSTs.
Além dos exames de rotina, são essenciais as sorologias para sífilis (VDRL/FTA-Abs), HIV (anti-HIV), hepatite B (HBsAg), hepatite C (anti-HCV) e toxoplasmose (IgG e IgM), além de rubéola e citomegalovírus, dependendo da região e protocolo.
A solicitação de VDRL e anti-HIV é crucial para o diagnóstico precoce de sífilis e HIV na gestação, permitindo o tratamento oportuno e a implementação de medidas para prevenir a transmissão vertical dessas infecções para o feto ou recém-nascido.
A glicosúria isolada pode ser fisiológica na gestação devido ao aumento da filtração glomerular e redução do limiar renal. A proteinúria, mesmo que leve, exige investigação para pré-eclâmpsia ou infecção urinária. No caso, a glicemia de jejum normal reduz a suspeita de diabetes, mas a investigação da proteinúria é importante.
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