SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2015
Qual exame NÃO deve fazer parte da rotina Pré-natal?
Lipidograma NÃO é rotina pré-natal; tipagem sanguínea, urocultura, sorologias (toxo, HIV) SÃO.
O lipidograma não faz parte da rotina de exames pré-natais, pois as alterações fisiológicas da gravidez afetam os níveis lipídicos, e sua avaliação rotineira não tem impacto direto na condução da gestação normal.
O acompanhamento pré-natal é um pilar fundamental para a saúde materno-infantil, visando identificar e intervir precocemente em condições que possam comprometer a gestação, o parto ou o puerpério. A rotina de exames pré-natais é estabelecida por diretrizes nacionais e internacionais, como as do Ministério da Saúde, e inclui uma série de avaliações essenciais para o rastreamento de doenças e complicações. Entre os exames de rotina, destacam-se a tipagem sanguínea ABO e Rh (fundamental para prevenir a doença hemolítica do recém-nascido), a urocultura (para rastreamento de infecção urinária assintomática, que pode levar a parto prematuro), e as sorologias para doenças infecciosas como toxoplasmose, sífilis, hepatites B e C, e HIV. Esses exames permitem o diagnóstico precoce e a instituição de tratamento ou profilaxia adequados, protegendo a saúde da mãe e do feto. Por outro lado, o lipidograma (avaliação de colesterol total, HDL, LDL e triglicerídeos) não faz parte da rotina pré-natal em gestações de baixo risco. Durante a gravidez, ocorrem alterações fisiológicas significativas no metabolismo lipídico, com aumento dos níveis de colesterol e triglicerídeos, que são importantes para o desenvolvimento fetal. A avaliação rotineira desses parâmetros não agrega valor significativo ao manejo da gestação normal e pode gerar interpretações equivocadas. Sua solicitação é reservada para casos específicos, como gestantes com histórico de dislipidemia ou outras comorbidades metabólicas.
Na primeira consulta pré-natal, são obrigatórios exames como tipagem sanguínea ABO e Rh, hemograma completo, glicemia de jejum, sorologias (HIV, sífilis, toxoplasmose, hepatite B e C) e urocultura.
O lipidograma não é rotina porque a gravidez induz alterações fisiológicas nos níveis de colesterol e triglicerídeos, e sua avaliação não é considerada essencial para o manejo da gestação de baixo risco, a menos que haja comorbidades específicas.
A tipagem sanguínea e o fator Rh são cruciais para identificar gestantes Rh negativas, que necessitam de profilaxia com imunoglobulina anti-Rh para prevenir a doença hemolítica do recém-nascido em gestações futuras.
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