PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
A rotina de exames de análises clínicas para o hipertenso, segundo a Diretriz Brasileira de Hipertensão (2020), constitui-se de:
Rotina de HAS (DBH 2020) = K+, lipídios, glicemia/HbA1c, creatinina (TFG), ácido úrico e EAS para avaliação global.
A rotina de exames na hipertensão arterial sistêmica (HAS) visa avaliar o risco cardiovascular global, detectar lesões em órgãos-alvo (rins, coração) e rastrear causas secundárias. A dosagem de potássio é crucial para suspeita de hiperaldosteronismo, e a creatinina avalia a função renal.
A avaliação inicial de um paciente com diagnóstico recente de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) vai além da simples aferição da pressão arterial. A Diretriz Brasileira de Hipertensão de 2020 estabelece uma rotina de exames laboratoriais mínimos com o objetivo de estratificar o risco cardiovascular, identificar lesões em órgãos-alvo e investigar possíveis causas secundárias de HAS. Essa rotina inclui: potássio sérico (rastreio de hiperaldosteronismo), perfil lipídico completo (colesterol total e frações, triglicerídeos), glicemia de jejum e hemoglobina glicada (diagnóstico de diabetes mellitus), creatinina sérica (para estimar a Taxa de Filtração Glomerular e avaliar a função renal), ácido úrico (marcador de risco cardiovascular) e exame de urina tipo I (EAS), que pode revelar proteinúria, um sinal precoce de lesão renal. A solicitação desses exames é fundamental para uma abordagem terapêutica individualizada. Por exemplo, a presença de doença renal crônica influencia a escolha do anti-hipertensivo, enquanto a dislipidemia e o diabetes associados exigem tratamento específico para redução do risco cardiovascular global. A não inclusão de exames como hemograma e sódio na rotina mínima se deve ao fato de não alterarem a conduta na maioria dos casos iniciais não complicados.
A hipocalemia (potássio baixo) pode ser um sinal de hiperaldosteronismo primário, uma das causas mais comuns e tratáveis de hipertensão secundária. Sua dosagem na avaliação inicial é um rastreio essencial para essa condição.
A hipertensão é uma das principais causas de doença renal crônica. A creatinina e a estimativa da Taxa de Filtração Glomerular (TFG) são cruciais para detectar lesão renal precoce (lesão de órgão-alvo) e ajustar a escolha e a dose de anti-hipertensivos.
Não. Segundo a Diretriz Brasileira de Hipertensão de 2020, o hemograma não faz parte da rotina mínima obrigatória para todos os pacientes, sendo solicitado apenas em casos específicos, se houver suspeita clínica de anemia ou outras condições hematológicas.
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