DRGE: Exames Essenciais e Quando Solicitar Cada Um

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2024

Enunciado

Paciente apresenta sintomas compatíveis com DRGE, como pirose, eructação e regurgitação. Para a investigação dessa patologia, o exame que NÃO faz parte da rotina de solicitação é a

Alternativas

  1. A) Endoscopia Digestiva Alta.
  2. B) Cintilografia Esofágica.
  3. C) Ecoendoscopia.
  4. D) Phmetria Esofágica.
  5. E) Impedanciometria Esofágica.

Pérola Clínica

DRGE: Ecoendoscopia NÃO é exame de rotina; reservada para complicações ou pré-operatório.

Resumo-Chave

A ecoendoscopia é um exame de alta complexidade e custo, geralmente reservado para estadiamento de neoplasias ou avaliação de lesões submucosas, não sendo indicada na rotina de investigação da DRGE não complicada. Os exames de rotina incluem EDA, pHmetria e impedanciometria.

Contexto Educacional

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum caracterizada pelo retorno do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas como pirose, regurgitação e dor torácica. Sua prevalência é alta e impacta significativamente a qualidade de vida dos pacientes, sendo um tema frequente em provas de residência médica. O diagnóstico é frequentemente clínico, mas exames complementares são essenciais para confirmar a doença, avaliar a gravidade e excluir outras patologias. A investigação da DRGE geralmente começa com a Endoscopia Digestiva Alta (EDA), que permite visualizar a mucosa esofágica, identificar esofagite, úlceras ou esôfago de Barrett, e realizar biópsias. A pHmetria esofágica de 24 horas é o padrão-ouro para o diagnóstico de refluxo ácido patológico, quantificando a exposição ácida do esôfago e correlacionando-a com os sintomas. A impedanciometria esofágica, muitas vezes combinada com a pHmetria, é valiosa para detectar refluxos não ácidos e em pacientes com sintomas refratários à terapia com inibidores da bomba de prótons (IBP). A ecoendoscopia, por outro lado, é um exame que combina endoscopia com ultrassonografia, oferecendo imagens detalhadas das camadas da parede do trato gastrointestinal e estruturas adjacentes. Suas principais indicações são o estadiamento de neoplasias, avaliação de lesões submucosas e doenças do pâncreas e vias biliares. Não é um exame de rotina para a investigação da DRGE não complicada, sendo reservada para situações específicas de avaliação de complicações ou pré-operatório, o que a torna a alternativa correta como exame que NÃO faz parte da rotina.

Perguntas Frequentes

Quais são os exames de primeira linha para investigar a DRGE?

Os exames de primeira linha para investigar a DRGE incluem a Endoscopia Digestiva Alta (EDA), a pHmetria esofágica de 24 horas e a impedanciometria esofágica. A EDA avalia lesões mucosas, enquanto pHmetria e impedanciometria avaliam o refluxo ácido e não ácido, respectivamente.

Em que situações a ecoendoscopia esofágica é indicada?

A ecoendoscopia esofágica é indicada principalmente para o estadiamento de neoplasias do esôfago ou estômago, avaliação de lesões submucosas, ou para investigar complicações específicas da DRGE, como esôfago de Barrett com displasia, mas não faz parte da rotina diagnóstica inicial.

Qual a importância da pHmetria e impedanciometria na investigação da DRGE?

A pHmetria esofágica é crucial para quantificar a exposição ácida do esôfago e correlacionar sintomas com episódios de refluxo ácido. A impedanciometria, por sua vez, detecta refluxos ácidos e não ácidos, sendo útil em pacientes com sintomas refratários ao tratamento com IBP.

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