Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2020
Exames complementares recomendados a todos os portadores de hepatite C crônica, a serem solicitados na primeira consulta e durante o acompanhamento ambulatorial. Somente não podemos concordar com o item:
Biópsia hepática NÃO é rotina em TODOS os casos de hepatite C crônica. Outros exames são essenciais para coinfecções e rastreamento.
A biópsia hepática não é mais um exame obrigatório em todos os portadores de hepatite C crônica, especialmente com o advento de métodos não invasivos de avaliação da fibrose. Exames para coinfecções, rastreamento de carcinoma hepatocelular e beta HCG (em mulheres em idade fértil) são essenciais.
O manejo do paciente com hepatite C crônica requer uma abordagem abrangente, que inclui a avaliação inicial e o monitoramento ambulatorial. Os exames complementares têm múltiplos propósitos: confirmar o diagnóstico, estadiar a doença hepática, identificar coinfecções e rastrear complicações como o carcinoma hepatocelular. Testes rápidos para hepatite B, sífilis e HIV são cruciais na primeira consulta para identificar possíveis coinfecções que podem influenciar o prognóstico e o tratamento. A ultrassonografia de abdome superior é um exame fundamental no acompanhamento, especialmente em pacientes com cirrose. Nesses casos, o rastreamento do carcinoma hepatocelular deve ser realizado a cada 6 meses, conforme as diretrizes. A avaliação da fibrose hepática, que antes dependia primariamente da biópsia, hoje é amplamente realizada por métodos não invasivos, como a elastografia hepática (FibroScan) ou escores séricos (APRI, FIB-4), que oferecem informações valiosas sobre o grau de fibrose e cirrose sem os riscos e desconfortos da biópsia. O beta HCG é um exame indispensável para mulheres em idade fértil antes da indicação de tratamento para hepatite C, devido ao potencial teratogênico de alguns medicamentos (como a ribavirina, embora menos usada hoje). A biópsia hepática, embora historicamente central, não é mais um exame de rotina em todos os casos. Suas indicações atuais são mais restritas, focando em situações onde os métodos não invasivos são inconclusivos, há suspeita de outras hepatopatias ou para fins de pesquisa, tornando a afirmação de que é necessária em 'todos os casos' incorreta.
Na avaliação inicial, são essenciais testes para coinfecções (hepatite B, HIV, sífilis), avaliação da função hepática, hemograma, e métodos para estadiamento da fibrose (elastografia ou escores séricos). Em mulheres em idade fértil, o beta HCG é fundamental antes de iniciar o tratamento.
A ultrassonografia de abdome superior é recomendada a cada 6 meses para pacientes com cirrose hepática devido à hepatite C, com o objetivo de rastrear o carcinoma hepatocelular. Em pacientes sem cirrose, a frequência pode ser menor ou conforme indicação clínica.
Não, a biópsia hepática não é mais necessária em todos os casos. Com o avanço dos métodos não invasivos (elastografia, FibroTest, APRI, FIB-4), a biópsia é reservada para situações de discordância entre os métodos não invasivos, suspeita de outras doenças hepáticas concomitantes ou em protocolos de pesquisa.
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