SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2025
Julgue os itens a seguir, acerca das doenças que são possíveis de ser diagnosticadas durante a realização do toque retal.I. Hiperplasia prostáticaII. FecalomaIII. RetoceleIV. Tumor localizado na transição retosigmoideV. Doença hemorroidária interna grau I
Toque retal avalia próstata, fecaloma e retocele, mas não alcança a transição retossigmoide nem palpa hemorroidas internas grau I.
O toque retal é um exame físico essencial que permite avaliar a parede do reto, o canal anal e estruturas adjacentes. É fundamental para diagnosticar condições como hiperplasia prostática, fecalomas e retocele, mas seu alcance é limitado a cerca de 7-10 cm da margem anal.
O toque retal é um componente indispensável do exame físico em diversas especialidades, incluindo proctologia, urologia e ginecologia. Este procedimento fornece informações valiosas sobre o canal anal, a ampola retal e as estruturas pélvicas adjacentes, sendo crucial para o diagnóstico de múltiplas afecções. Através do toque, é possível avaliar o tônus do esfíncter anal, palpar a próstata (avaliando tamanho, consistência e nódulos), identificar massas intraluminais como fecalomas ou tumores de reto baixo, e detectar abaulamentos como a retocele. A sensibilidade do exame permite também a identificação de abscessos perianais. Contudo, é fundamental conhecer as limitações do exame. O dedo examinador alcança em média de 7 a 10 cm da margem anal, o que impede a palpação de lesões localizadas no reto alto ou na transição retossigmoide. Além disso, lesões mucosas ou estruturas moles não complicadas, como hemorroidas internas grau I, não são palpáveis e requerem exames endoscópicos para seu diagnóstico.
Na hiperplasia prostática benigna (HPB), a próstata geralmente se apresenta aumentada de tamanho, com consistência fibroelástica (semelhante à ponta do nariz), superfície lisa e sulco mediano apagado. A presença de nódulos endurecidos ou assimetria levanta suspeita de câncer.
Durante o toque retal, o examinador pode sentir um abaulamento da parede anterior do reto, que se torna mais proeminente ao solicitar que a paciente faça uma manobra de Valsalva. Isso indica uma herniação da parede retal em direção à vagina.
Hemorroidas internas grau I são dilatações dos coxins vasculares localizadas acima da linha pectínea que não se exteriorizam pelo ânus. Por serem de tecido mole e não prolapsarem, elas não são palpáveis ao toque, sendo diagnosticadas por meio da anuscopia.
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