CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006
Ao exame oftalmológico de um paciente observa-se que a anisocoria aumenta na penumbra. Este achado é compatível com:
Anisocoria ↑ na penumbra = falha na dilatação (simpático) ou miose farmacológica.
Quando a diferença entre as pupilas aumenta no escuro, o olho com a pupila menor é o patológico. Causas incluem Horner ou uso de mióticos (pilocarpina).
A avaliação da anisocoria deve ser realizada tanto em ambiente iluminado quanto na penumbra. Se a anisocoria aumenta na luz, a pupila maior é a anormal (parassimpático/III par). Se aumenta no escuro, a pupila menor é a anormal (simpático). O uso inadvertido de medicações, como colírios de pilocarpina usados para glaucoma ou contaminação acidental com inseticidas organofosforados, pode mimetizar quadros neurológicos, sendo essencial uma anamnese detalhada.
Sugere que a pupila menor (miótica) tem dificuldade em dilatar. Isso aponta para uma disfunção do sistema nervoso simpático (como na Síndrome de Horner) ou para uma causa mecânica/farmacológica que impede a midríase, como o uso de colírios mióticos (pilocarpina) ou sinéquias posteriores.
A Síndrome de Horner apresenta o 'dilation lag' (atraso na dilatação) e pode ser confirmada com testes farmacológicos (apraclonidina ou cocaína). Já a miose farmacológica por pilocarpina não responde a agentes midriáticos comuns e apresenta uma pupila extremamente pequena e fixa.
Não. Lesões do nervo óptico (via aferente) causam um Defeito Pupilar Aferente Relativo (DPAR ou Pupila de Marcus-Gunn), mas as pupilas permanecem isocóricas, pois o eferente (III par) de ambos os olhos recebe estímulo consensual.
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