UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2020
No exame a fresco da secreção vaginal, quais organismos de interesse clínico podem ser vistos?
Exame a fresco da secreção vaginal permite identificar Candida (hifas/esporos), Gardnerella (clue cells) e Trichomonas (protozoário móvel).
O exame a fresco da secreção vaginal é uma ferramenta diagnóstica rápida e eficaz para identificar os principais agentes etiológicos de vaginites, como Candida, Gardnerella vaginalis (associada a clue cells) e Trichomonas vaginalis (protozoário móvel).
O exame a fresco da secreção vaginal é um método diagnóstico rápido e de baixo custo, amplamente utilizado na prática ginecológica para investigar queixas de corrimento vaginal, prurido ou disúria. Ele permite a visualização direta de microrganismos e células, auxiliando no diagnóstico diferencial das vaginites. Os principais organismos de interesse clínico que podem ser identificados no exame a fresco são: Candida spp. (especialmente Candida albicans), que se apresenta como hifas, pseudo-hifas e/ou esporos, geralmente em um ambiente ácido; Gardnerella vaginalis, que, embora parte da flora normal, em supercrescimento forma as "clue cells" (células epiteliais recobertas por bactérias), indicando vaginose bacteriana; e Trichomonas vaginalis, um protozoário flagelado móvel, causador da tricomoníase. É importante ressaltar que outros patógenos como Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis, que causam cervicites e doenças inflamatórias pélvicas, não são visíveis no exame a fresco e requerem métodos diagnósticos específicos, como cultura, testes de amplificação de ácidos nucleicos (NAATs) ou coloração de Gram para gonorreia. A correta interpretação do exame a fresco, juntamente com a anamnese e o exame físico, é fundamental para um diagnóstico preciso e tratamento adequado.
"Clue cells" são células epiteliais vaginais recobertas por bactérias, principalmente Gardnerella vaginalis, e são um achado característico da vaginose bacteriana no exame a fresco.
Trichomonas vaginalis é um protozoário flagelado que pode ser observado como um organismo móvel e piriforme no exame a fresco, geralmente associado a um pH vaginal elevado.
Na candidíase vaginal, o exame a fresco pode revelar a presença de hifas e/ou pseudo-hifas e esporos de Candida, geralmente em um ambiente com pH vaginal ácido.
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