Pancreatite Aguda: Sinais Chave no Exame Físico

Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2025

Enunciado

A pancreatite é uma condição inflamatória do pâncreas, um órgão vital responsável pela produção de enzimas digestivas e hormônios como a insulina. Essa inflamação pode ocorrer de forma aguda, com sintomas súbitos e intensos, ou crônica, caracterizada por episódios recorrentes e danos progressivos ao órgão. Assim, avalie as proposições:I. Durante o exame físico, é possível encontrar dor abdominal intensa e difusa, além de sinais de distensão abdominal e alterações nos sinais vitais, como febre e taquicardia.II. O exame físico de um paciente com Pancreatite Aguda sempre revela sinais típicos e específicos, como dor localizada exclusivamente na região epigástrica.III. Todos os pacientes com Pancreatite Aguda apresentarão icterícia visível, com esclera amarelada, independentemente da gravidade da condição.Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas

  1. A) Apenas I e III.
  2. B) Apenas I.
  3. C) Apenas III.
  4. D) Apenas II.

Pérola Clínica

Pancreatite aguda → dor abdominal intensa (epigástrica com irradiação em faixa), náuseas/vômitos, e sinais de resposta inflamatória sistêmica.

Resumo-Chave

O exame físico na pancreatite aguda é variável. A dor abdominal intensa e difusa, acompanhada de taquicardia e febre, é comum devido à resposta inflamatória sistêmica. Sinais específicos como icterícia ou equimoses (Cullen, Grey-Turner) são incomuns e indicam etiologia biliar ou gravidade.

Contexto Educacional

A pancreatite aguda é um processo inflamatório do pâncreas que pode variar de uma doença leve a uma condição grave com alta mortalidade. O diagnóstico é baseado na presença de dois de três critérios: 1) dor abdominal típica, 2) elevação de amilase e/ou lipase séricas ≥ 3x o normal, e 3) achados em exames de imagem. O exame físico é uma peça-chave na suspeita diagnóstica. O sintoma cardinal é a dor abdominal de início súbito, intensa, no epigástrio, que frequentemente irradia 'em faixa' para o dorso. Ao exame, observa-se dor à palpação abdominal, defesa voluntária e ruídos hidroaéreos diminuídos. Sinais de resposta inflamatória sistêmica (SIRS), como febre, taquicardia e hipotensão, são comuns e indicam gravidade. Achados mais específicos são menos frequentes. Icterícia pode estar presente na pancreatite de etiologia biliar. Os clássicos sinais de Cullen (equimose periumbilical) e Grey-Turner (equimose nos flancos) são raros (<3% dos casos), tardios e indicam hemorragia retroperitoneal em casos de pancreatite necro-hemorrágica, sendo marcadores de mau prognóstico.

Perguntas Frequentes

Quais são os achados mais comuns no exame físico da pancreatite aguda?

O achado mais comum é a dor intensa à palpação do abdome superior, principalmente no epigástrio. Pode haver distensão abdominal e diminuição dos ruídos hidroaéreos por íleo paralítico. Taquicardia, febre e hipotensão podem estar presentes, indicando resposta inflamatória sistêmica (SIRS).

Quando a icterícia está presente na pancreatite aguda?

A icterícia sugere uma etiologia biliar para a pancreatite, causada pela obstrução do ducto biliar comum por um cálculo (coledocolitíase) ou por edema da cabeça do pâncreas. Não é um achado universal.

O que os sinais de Cullen e Grey-Turner indicam na pancreatite?

O sinal de Cullen (equimose periumbilical) e o sinal de Grey-Turner (equimose em flancos) são sinais tardios e raros que indicam pancreatite necro-hemorrágica, uma forma grave da doença. Eles resultam da disseminação de sangue do retroperitônio.

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