HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2020
Dentre os achados de exame físico, qual, entre os abaixo, NÃO é característico de um episódio anginoso provocado por isquemia miocárdica?
Isquemia miocárdica aguda pode causar B3, B4, sopro mitral isquêmico e desdobramento paradoxal de B2. Sopro diastólico aspirativo ≠ isquemia.
Durante um episódio anginoso por isquemia miocárdica, podem surgir sinais de disfunção ventricular (B3, B4), disfunção de músculo papilar (sopro de regurgitação mitral) ou alteração na ejeção ventricular (desdobramento paradoxal de B2). Um sopro diastólico aspirativo é típico de insuficiência aórtica, não diretamente de isquemia.
A angina pectoris, manifestação clínica da isquemia miocárdica, é uma condição de grande importância na prática médica. Embora a dor torácica seja o sintoma cardinal, o exame físico pode fornecer pistas valiosas sobre a gravidade e as repercussões hemodinâmicas da isquemia. É fundamental que o residente saiba identificar os sinais que surgem agudamente durante um episódio isquêmico. Durante a isquemia miocárdica, a disfunção contrátil do ventrículo esquerdo pode levar ao surgimento de uma terceira bulha (B3), indicando falha ventricular, ou uma quarta bulha (B4), que reflete a diminuição da complacência ventricular. A isquemia também pode afetar os músculos papilares, resultando em regurgitação mitral aguda ou subaguda, manifestada por um sopro sistólico. Além disso, a diminuição da força de contração do ventrículo esquerdo pode atrasar o fechamento da valva aórtica, levando a um desdobramento paradoxal da segunda bulha (B2). Por outro lado, um sopro diastólico aspirativo em foco aórtico acessório é o achado clássico da insuficiência aórtica, uma valvopatia crônica ou aguda que, embora possa estar presente em pacientes com doença arterial coronariana, não é um sinal direto ou característico de um episódio aginoso agudo provocado pela isquemia miocárdica em si. O conhecimento dessas distinções é crucial para uma avaliação clínica precisa e para o raciocínio diagnóstico diferencial.
Durante a isquemia miocárdica, pode-se auscultar uma terceira bulha (B3) ou quarta bulha (B4), indicando disfunção ventricular, e um sopro de regurgitação mitral devido à disfunção isquêmica do músculo papilar.
O desdobramento paradoxal da B2 ocorre quando o componente aórtico (A2) se fecha após o pulmonar (P2), e pode ser um sinal de isquemia miocárdica aguda que causa atraso na ejeção ventricular esquerda.
Um sopro diastólico aspirativo é o achado clássico da insuficiência aórtica, uma valvopatia que, embora possa coexistir com doença coronariana, não é um achado direto ou característico de um episódio agudo de isquemia miocárdica em si.
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