UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2023
Quanto ao exame físico ginecológico, podemos afirmar, exceto:
A palpação dos anexos no toque vaginal é bimanual, não unidigital, para melhor avaliação de tamanho e sensibilidade.
O toque vaginal é uma etapa crucial do exame ginecológico, mas a palpação dos anexos requer a técnica bimanual (uma mão no abdome e outra no toque) para otimizar a sensibilidade e identificar massas ou dor. A técnica unidigital é insuficiente para essa avaliação.
O exame físico ginecológico é uma ferramenta fundamental na prática médica, permitindo a avaliação da saúde reprodutiva feminina e a detecção precoce de diversas patologias. Ele é composto por inspeção da genitália externa, exame especular e toque vaginal, cada etapa com objetivos específicos e informações valiosas para o diagnóstico. O exame especular é essencial para a visualização das paredes vaginais, identificando rugosidades, coloração, lesões e secreções. Mais importante, ele expõe o colo uterino, possibilitando a inspeção de lesões, pólipos ou ectopia, e a coleta de material para citologia cérvico-vaginal (Papanicolau), fundamental na prevenção do câncer de colo. Em caso de secreção anormal, a coleta para exame a fresco ou cultura é realizada nesta etapa. O toque vaginal, por sua vez, complementa a avaliação, permitindo a palpação de estruturas internas. Ele avalia a consistência, posição e direcionamento do colo uterino, o tamanho, forma e mobilidade do útero, e a presença de massas ou sensibilidade nos anexos. É crucial que a palpação dos anexos seja bimanual (uma mão no abdome e outra no toque) para uma avaliação eficaz, pois a técnica unidigital é insuficiente para 'pinçar' e sentir adequadamente essas estruturas.
O exame especular permite a visualização direta das paredes vaginais e do colo uterino, possibilitando a identificação de lesões, alterações de coloração, presença de secreções anormais e a coleta de material para citologia cérvico-vaginal (Papanicolau).
A palpação dos anexos é realizada de forma bimanual: uma mão realiza o toque vaginal, enquanto a outra mão comprime o abdome na região suprapúbica. Essa técnica permite 'pinçar' os anexos entre as duas mãos, facilitando a avaliação de tamanho, forma, consistência e sensibilidade.
O toque vaginal avalia a consistência, posição e direcionamento do colo uterino, o tamanho e mobilidade do útero, e a presença de massas ou dor nos anexos. Também permite avaliar o assoalho pélvico e a presença de dor à mobilização do colo.
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