Exame Físico Ginecológico: Técnicas e Achados Essenciais

UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2023

Enunciado

Quanto ao exame físico ginecológico, podemos afirmar, exceto:

Alternativas

  1. A) O exame especular permite a visualização das paredes vaginais, rugosidades, coloração e possíveis lesões.
  2. B) O exame especular permite a exposição do colo uterino, visualização de possíveis lesões e coleta do material para citologia cérvicovaginal.
  3. C) Na observação de secreção vaginal anormal, poderá colher essa secreção para exame a fresco e identificação de parasitas ou fungos.
  4. D) O toque vaginal avalia a consistência, posição e direcionamento do colo uterino.
  5. E) No toque vaginal com uma das mãos e de forma unidigital favorece a palpação dos anexos.

Pérola Clínica

A palpação dos anexos no toque vaginal é bimanual, não unidigital, para melhor avaliação de tamanho e sensibilidade.

Resumo-Chave

O toque vaginal é uma etapa crucial do exame ginecológico, mas a palpação dos anexos requer a técnica bimanual (uma mão no abdome e outra no toque) para otimizar a sensibilidade e identificar massas ou dor. A técnica unidigital é insuficiente para essa avaliação.

Contexto Educacional

O exame físico ginecológico é uma ferramenta fundamental na prática médica, permitindo a avaliação da saúde reprodutiva feminina e a detecção precoce de diversas patologias. Ele é composto por inspeção da genitália externa, exame especular e toque vaginal, cada etapa com objetivos específicos e informações valiosas para o diagnóstico. O exame especular é essencial para a visualização das paredes vaginais, identificando rugosidades, coloração, lesões e secreções. Mais importante, ele expõe o colo uterino, possibilitando a inspeção de lesões, pólipos ou ectopia, e a coleta de material para citologia cérvico-vaginal (Papanicolau), fundamental na prevenção do câncer de colo. Em caso de secreção anormal, a coleta para exame a fresco ou cultura é realizada nesta etapa. O toque vaginal, por sua vez, complementa a avaliação, permitindo a palpação de estruturas internas. Ele avalia a consistência, posição e direcionamento do colo uterino, o tamanho, forma e mobilidade do útero, e a presença de massas ou sensibilidade nos anexos. É crucial que a palpação dos anexos seja bimanual (uma mão no abdome e outra no toque) para uma avaliação eficaz, pois a técnica unidigital é insuficiente para 'pinçar' e sentir adequadamente essas estruturas.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do exame especular no exame ginecológico?

O exame especular permite a visualização direta das paredes vaginais e do colo uterino, possibilitando a identificação de lesões, alterações de coloração, presença de secreções anormais e a coleta de material para citologia cérvico-vaginal (Papanicolau).

Como realizar corretamente a palpação dos anexos no toque vaginal?

A palpação dos anexos é realizada de forma bimanual: uma mão realiza o toque vaginal, enquanto a outra mão comprime o abdome na região suprapúbica. Essa técnica permite 'pinçar' os anexos entre as duas mãos, facilitando a avaliação de tamanho, forma, consistência e sensibilidade.

Quais as principais informações obtidas no toque vaginal?

O toque vaginal avalia a consistência, posição e direcionamento do colo uterino, o tamanho e mobilidade do útero, e a presença de massas ou dor nos anexos. Também permite avaliar o assoalho pélvico e a presença de dor à mobilização do colo.

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