UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025
Em um paciente politraumatizado, o exame FAST positivo indica:
FAST positivo = líquido livre (sangue) em cavidade peritoneal ou saco pericárdico.
O FAST é uma ferramenta de triagem rápida no trauma para identificar hemoperitônio ou tamponamento cardíaco, focando em quatro janelas principais.
O Focused Assessment with Sonography for Trauma (FAST) revolucionou a abordagem inicial do paciente politraumatizado. Sua principal vantagem é ser um exame não invasivo, rápido e realizável à beira-leito durante a fase de ressuscitação (ABCDE do ATLS). Ele foca na detecção de fluido livre, que em pacientes vítimas de trauma contuso é altamente sugestivo de sangue. A sensibilidade do FAST para detectar hemoperitônio depende do volume de líquido presente (geralmente >250ml). É crucial entender que um FAST negativo não exclui lesão visceral, especialmente em fases precoces ou lesões retroperitoneais. Em pacientes instáveis hemodinamicamente, um FAST positivo é indicação frequente de laparotomia exploradora imediata.
O FAST convencional avalia quatro áreas: 1. Espaço de Morrison (peri-hepático/hepatorrenal), 2. Espaço esplenorrenal (periesplênico), 3. Janela suprapúbica (pelve/fundo de saco de Douglas) e 4. Janela pericárdica (subxifoide). O objetivo é identificar líquido livre, que no contexto de trauma sugere hemorragia interna, permitindo uma tomada de decisão rápida, especialmente em pacientes instáveis.
Não necessariamente. O FAST é ideal para pacientes instáveis para decidir conduta cirúrgica imediata. Pacientes estáveis com FAST positivo ou negativo podem necessitar de TC para avaliar lesões de órgãos sólidos ou retroperitônio, áreas que o FAST não avalia com precisão. A TC continua sendo o padrão-ouro para detalhamento anatômico em pacientes com estabilidade hemodinâmica.
O E-FAST (Extended FAST) inclui a avaliação das pleuras bilateralmente para identificar pneumotórax e hemotórax. É realizado deslizando o transdutor para os espaços intercostais superiores, buscando a ausência de 'lung sliding' (deslizamento pleural) no caso de pneumotórax, o que amplia a utilidade do ultrassom no manejo inicial do trauma torácico.
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