INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Homem de 67 anos, com histórico de doença pulmonar obstrutiva crônica há 10 anos e tabagismo há 50 anos, é levado a unidade de pronto atendimento com desconforto respiratório, tosse e confusão mental há 2 horas. Familiar relata que, nos últimos 5 dias, houve piora progressiva da dispneia e aumento do volume de expectoração, além de mudança no aspecto dessa secreção, que passou de amarelo claro para verde escuro. Ao exame físico, encontra-se torporoso, com extremidades cianóticas e com sibilos e estertores difusos em todos os campos pulmonares. Considerando a situação apresentada, a condução clínica desse paciente deve incluir, obrigatoriamente corticoterapia
Exacerbação grave DPOC (confusão, cianose, piora expectoração) → corticoterapia sistêmica + internação.
O paciente apresenta sinais de exacerbação grave da DPOC, incluindo confusão mental, cianose e piora significativa dos sintomas respiratórios e da expectoração. Nesses casos, a corticoterapia sistêmica é indicada para reduzir a inflamação e a internação hospitalar é mandatória para monitoramento e suporte respiratório.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição progressiva e debilitante, frequentemente exacerbada por infecções respiratórias ou outros gatilhos. Uma exacerbação de DPOC é caracterizada por uma piora aguda dos sintomas respiratórios (dispneia, tosse, expectoração) que requer mudança na medicação habitual. É uma das principais causas de morbimortalidade em pacientes com DPOC. A fisiopatologia da exacerbação envolve um aumento da inflamação das vias aéreas, broncoconstrição e hipersecreção de muco, levando a um aprisionamento aéreo e piora da troca gasosa. O diagnóstico é clínico, e a gravidade é avaliada por sinais como dispneia intensa, uso de musculatura acessória, cianose, alteração do nível de consciência e instabilidade hemodinâmica. A mudança na cor e volume da expectoração sugere infecção bacteriana. O manejo de uma exacerbação grave de DPOC inclui oxigenoterapia, broncodilatadores de curta ação (beta-agonistas e anticolinérgicos), corticoterapia sistêmica (para reduzir a inflamação) e, se houver sinais de infecção bacteriana, antibioticoterapia. A internação hospitalar é obrigatória para casos graves, permitindo monitoramento intensivo e, se necessário, suporte ventilatório (não invasivo ou invasivo), visando estabilizar o paciente e prevenir complicações.
Uma exacerbação é considerada grave quando há presença de insuficiência respiratória aguda (hipoxemia, hipercapnia), alteração do nível de consciência, instabilidade hemodinâmica, falha do tratamento ambulatorial inicial ou comorbidades significativas.
A corticoterapia sistêmica (geralmente prednisona oral ou metilprednisolona IV) é utilizada para reduzir a inflamação das vias aéreas, melhorar a função pulmonar e encurtar o tempo de recuperação em exacerbações moderadas a graves de DPOC.
A internação é indicada para pacientes com exacerbação grave, que apresentam sinais de insuficiência respiratória, alteração do estado mental, comorbidades descompensadas, falha do tratamento ambulatorial, ou que necessitam de suporte ventilatório.
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