PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2023
Homem de 67 anos é levado ao PS com a queixa de dispneia intensa ao repouso. Apresenta tosse produtiva com escarro amarelo, coriza, dor de garganta há dois dias e dispneia progressiva desde então. Não há relato de febre ou dor torácica. Era assintomático antes do quadro clínico atual. Nega comorbidades conhecidas, internações prévias ou uso de antimicrobianos no último ano. É tabagista (42 maços-ano) e etilista. Ao exame, PA 130/86mmHg, FC 102bpm, FR 22ipm, SpO2 90% (em ar ambiente). O exame respiratório revelou taquipneia, aumento do tempo expiratório e sibilos expiratórios polifônicos difusamente nos hemitórax. Recebeu salbutamol e ipratrópio pela via inalatória (três ciclos), hidrocortisona IV e oxigenoterapia pelo cateter nasal a 2L/min, sem melhora. A radiografia do tórax revelou retificação das cúpulas diafragmáticas e hipertransparência dos campos pulmonares. Testes rápidos para influenza e SARS-CoV-2 resultaram negativos. EXAMES DE LABORATÓRIO: Hg 15,4g/dL; LG 10.350/mm³; NS 7.650/mm³; PLQ 154.000/mm³; PCR 54mg/L; creat 0,9mg/dL. Assinale a alternativa que apresenta o tratamento farmacológico sequencial MAIS ADEQUADO nesse paciente:
Exacerbação DPOC grave refratária → Sulfato de magnésio IV para broncodilatação adicional.
Em exacerbações graves de DPOC ou asma que não respondem à terapia inicial com broncodilatadores e corticosteroides, o sulfato de magnésio intravenoso é uma opção terapêutica eficaz. Ele atua como um broncodilatador, relaxando a musculatura lisa das vias aéreas, e deve ser considerado antes de medidas mais invasivas.
A exacerbação da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma piora aguda dos sintomas respiratórios que requer mudança na medicação habitual. É uma causa comum de internação hospitalar e morbimortalidade, especialmente em pacientes com histórico de tabagismo e etilismo. O reconhecimento precoce da gravidade e a instituição de tratamento adequado são cruciais para o prognóstico do paciente. O manejo inicial envolve broncodilatadores de curta ação (beta-2 agonistas e anticolinérgicos), corticosteroides sistêmicos e oxigenoterapia para manter a saturação alvo. Em casos de exacerbação grave ou refratária à terapia inicial, a adição de sulfato de magnésio intravenoso é uma estratégia recomendada. O magnésio atua como um broncodilatador, relaxando a musculatura lisa das vias aéreas e pode melhorar a resposta aos broncodilatadores. Outras medidas incluem ventilação não invasiva e, em casos extremos, ventilação mecânica invasiva. A radiografia de tórax pode auxiliar na exclusão de outras causas de dispneia, como pneumonia ou pneumotórax, mas achados como retificação diafragmática e hipertransparência são comuns na DPOC. O tratamento sequencial deve seguir um algoritmo de escalonamento, com reavaliação constante da resposta clínica. A falha em responder à terapia inicial deve levar à consideração de terapias adicionais, como o sulfato de magnésio, antes de progredir para intervenções mais invasivas. A identificação de fatores de risco e a educação do paciente sobre a prevenção de exacerbações são componentes importantes do cuidado a longo prazo.
Sinais de exacerbação grave de DPOC incluem dispneia intensa ao repouso, taquipneia, uso de musculatura acessória, hipoxemia (SpO2 < 90% em ar ambiente), e falha na resposta à terapia broncodilatadora inicial.
O sulfato de magnésio intravenoso é indicado como terapia de resgate em exacerbações graves de DPOC ou asma que não respondem adequadamente aos broncodilatadores inalatórios e corticosteroides sistêmicos, visando potencializar a broncodilatação.
O magnésio atua como um relaxante da musculatura lisa brônquica, provavelmente por inibir a entrada de cálcio nas células musculares e modular a liberação de neurotransmissores, levando à broncodilatação e melhora do fluxo aéreo.
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