Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2025
Uma paciente de 50 anos com diagnóstico de asma persistente grave chega à sala de emergência com queixas de dispneia progressiva e chiado no peito há 24 horas. Relata uso frequente de salbutamol inalatório (6 vezes ao dia) sem alívio significativo dos sintomas. A paciente faz uso irregular de corticosteroide inalatório associado a um beta-agonista de longa duração (CI+LABA). No exame físico, apresenta frequência respiratória de 28 incursões/min, saturação de oxigênio de 90% em ar ambiente, uso de musculatura acessória e sibilos difusos à ausculta pulmonar. Não há sinais de pneumotórax na radiografia de tórax. Após administração inicial de salbutamol e ipratrópio por nebulização, a paciente permanece dispneica e com saturação de oxigênio em 92%. Qual é o próximo passo mais apropriado no manejo?
Crise asmática grave refratária a broncodilatadores → Corticosteroide IV + Sulfato de Magnésio IV para reduzir inflamação e broncodilatação.
Em uma exacerbação grave de asma que não responde adequadamente à terapia inicial com broncodilatadores inalatórios, a administração de corticosteroides sistêmicos (IV para ação rápida) é fundamental para reduzir a inflamação das vias aéreas. O sulfato de magnésio intravenoso é um adjuvante eficaz, atuando como broncodilatador e relaxante da musculatura lisa brônquica, melhorando a resposta ao tratamento.
A exacerbação grave da asma é uma emergência médica caracterizada por um agravamento progressivo da dispneia, tosse, sibilância e opressão torácica, frequentemente associada à diminuição do fluxo aéreo. É uma condição potencialmente fatal que exige reconhecimento e tratamento rápidos e agressivos. A epidemiologia mostra que pacientes com asma persistente grave e uso irregular de medicação de controle têm maior risco. A fisiopatologia envolve inflamação das vias aéreas, broncoconstrição e hipersecreção de muco, levando à obstrução do fluxo aéreo. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e sinais de desconforto respiratório, e na resposta inadequada aos broncodilatadores de resgate. A avaliação da saturação de oxigênio e da função pulmonar (se possível) é crucial para determinar a gravidade. O manejo inicial inclui oxigenoterapia, broncodilatadores de curta duração (beta-agonistas e anticolinérgicos) por nebulização ou inalador de dose medida com espaçador. Se a resposta for inadequada, como no caso apresentado, a escalada terapêutica é imperativa, incluindo a administração precoce de corticosteroides sistêmicos (preferencialmente IV para início de ação mais rápido) e sulfato de magnésio intravenoso como adjuvante para potencializar a broncodilatação e reduzir a necessidade de ventilação mecânica.
Sinais de crise asmática grave incluem dispneia intensa, uso de musculatura acessória, frequência respiratória elevada, saturação de oxigênio baixa, sibilos difusos e resposta inadequada a broncodilatadores de curta duração.
O sulfato de magnésio atua como um broncodilatador, relaxando a musculatura lisa das vias aéreas. É particularmente útil em crises asmáticas graves que não respondem bem aos beta-agonistas e anticolinérgicos.
Os corticosteroides sistêmicos são essenciais para reduzir a inflamação das vias aéreas, que é um componente chave da asma. Eles diminuem o edema da mucosa brônquica e a hiperresponsividade, melhorando a função pulmonar.
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