Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2022
Paciente de 25 anos, chega à sala de emergência com quadro de desconforto respiratório progressivo há 5 dias. Nega tosse ou coriza. Faz uso domiciliar de salbutamol. Ao exame: FR 24, MV+, sibilios inspiratórios e expiratórios difusos, SpO2 92%, PA 130/80mmHg, FC 106. Após suas primeiras medidas, paciente não melhora clinicamente e mantém SpO2 91%, FC 98, FC 88, PA 120/70mmHg. Quando você pensaria em indicar intubação precoce neste caso?
Asma grave refratária: falha após sulfato de magnésio → considerar intubação.
Em uma exacerbação grave de asma, a intubação orotraqueal é uma medida de último recurso, indicada quando o paciente não responde às terapias clínicas máximas, incluindo broncodilatadores, corticoides sistêmicos e sulfato de magnésio, e apresenta sinais de falência respiratória iminente.
A exacerbação grave de asma é uma emergência médica que pode rapidamente progredir para insuficiência respiratória e óbito se não for manejada adequadamente. O tratamento inicial inclui oxigenoterapia, broncodilatadores inalatórios de curta ação (como salbutamol) e corticoides sistêmicos. A falha em responder a essas medidas indica a necessidade de terapias adicionais. O sulfato de magnésio intravenoso é uma opção terapêutica para pacientes com exacerbações graves de asma que não respondem ao tratamento convencional. Ele atua como broncodilatador e relaxante da musculatura lisa brônquica. A decisão de intubar é crítica e deve ser tomada antes que o paciente entre em fadiga respiratória completa ou parada cardiorrespiratória. A intubação precoce deve ser considerada quando há sinais de falência respiratória iminente, como deterioração do nível de consciência, exaustão, acidose respiratória progressiva, hipoxemia refratária ou instabilidade hemodinâmica, mesmo após a administração de sulfato de magnésio. A ventilação não invasiva (VNI) tem um papel limitado e controverso na asma grave e sua falha também é um critério para intubação.
Sinais incluem dispneia intensa, uso de musculatura acessória, fala em frases curtas, sibilos ausentes (tórax silencioso), bradicardia, alteração do nível de consciência, SpO2 < 90% e fadiga.
O sulfato de magnésio é um broncodilatador e relaxante muscular liso que pode ser usado em exacerbações graves de asma que não respondem à terapia inicial com beta-agonistas e corticoides.
A VNI tem um papel limitado e controverso na asma grave. Pode ser tentada em casos selecionados, mas a falha da VNI é um forte indicativo para intubação.
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