Exacerbação DPOC Grave: Quando Intubar o Paciente?

FHSTE - Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (RS) — Prova 2021

Enunciado

Paciente portador de DPOC, com rebaixamento do nível de consciência, frequência respiratória de 36 irpm, frequência cardíaca menor que 50 bpm, PaO2 de 65 mmHg e Pressão Artéria Sistêmica menor que 70 mmHg. Qual a melhor conduta a ser realizada?

Alternativas

  1. A) Colocá-lo em ventilação não invasiva (VNI)
  2. B) Sedá-lo, droga vaso-ativa e iniciar máscara de venturi à 50%
  3. C) Intubação orotraqueal e ventilação mecânica
  4. D) Iniciar oxigenioterapia sob cateter tipo óculos com 31/minuto e droga vaso-ativa

Pérola Clínica

DPOC com rebaixamento consciência + instabilidade hemodinâmica (bradicardia, hipotensão) → intubação orotraqueal imediata.

Resumo-Chave

Pacientes com DPOC em exacerbação grave que apresentam sinais de falência respiratória iminente, como rebaixamento do nível de consciência, instabilidade hemodinâmica (bradicardia, hipotensão) e fadiga muscular respiratória (FR elevada), necessitam de intubação orotraqueal e ventilação mecânica para suporte ventilatório e proteção de via aérea.

Contexto Educacional

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum, e suas exacerbações agudas são uma causa frequente de internação hospitalar. A insuficiência respiratória aguda é uma complicação grave, e a decisão sobre a modalidade de suporte ventilatório é crucial. A Ventilação Não Invasiva (VNI) é frequentemente a primeira escolha para pacientes com exacerbação de DPOC e insuficiência respiratória, desde que não haja contraindicações. No entanto, a presença de sinais de gravidade como rebaixamento do nível de consciência, instabilidade hemodinâmica (bradicardia e hipotensão no caso), ou incapacidade de proteger a via aérea, contraindica a VNI e indica a necessidade de intubação orotraqueal e ventilação mecânica invasiva. A frequência respiratória elevada (36 irpm) e a PaO2 de 65 mmHg (hipoxemia) reforçam a gravidade do quadro respiratório. A conduta imediata deve ser a intubação orotraqueal para garantir a ventilação e oxigenação adequadas, além de proteger a via aérea. Após a intubação, o paciente será conectado a um ventilador mecânico, com parâmetros ajustados para minimizar o aprisionamento aéreo e otimizar a troca gasosa. A droga vasoativa será necessária para corrigir a hipotensão, e a bradicardia deve ser investigada e tratada, podendo ser secundária à hipoxemia grave ou acidose.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de falência respiratória iminente em DPOC?

Sinais incluem rebaixamento do nível de consciência, fadiga muscular respiratória, instabilidade hemodinâmica (hipotensão, bradicardia), arritmias graves e incapacidade de proteger a via aérea.

Quando a ventilação não invasiva (VNI) é contraindicada na DPOC?

A VNI é contraindicada em pacientes com rebaixamento do nível de consciência, instabilidade hemodinâmica, parada cardiorrespiratória, trauma facial, cirurgia esofágica recente ou alto risco de aspiração.

Qual o objetivo da intubação orotraqueal na exacerbação de DPOC?

O objetivo é garantir a proteção da via aérea, fornecer suporte ventilatório adequado, corrigir a hipoxemia e a acidose respiratória, e permitir o descanso da musculatura respiratória.

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