FHSTE - Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (RS) — Prova 2021
Paciente portador de DPOC, com rebaixamento do nível de consciência, frequência respiratória de 36 irpm, frequência cardíaca menor que 50 bpm, PaO2 de 65 mmHg e Pressão Artéria Sistêmica menor que 70 mmHg. Qual a melhor conduta a ser realizada?
DPOC com rebaixamento consciência + instabilidade hemodinâmica (bradicardia, hipotensão) → intubação orotraqueal imediata.
Pacientes com DPOC em exacerbação grave que apresentam sinais de falência respiratória iminente, como rebaixamento do nível de consciência, instabilidade hemodinâmica (bradicardia, hipotensão) e fadiga muscular respiratória (FR elevada), necessitam de intubação orotraqueal e ventilação mecânica para suporte ventilatório e proteção de via aérea.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum, e suas exacerbações agudas são uma causa frequente de internação hospitalar. A insuficiência respiratória aguda é uma complicação grave, e a decisão sobre a modalidade de suporte ventilatório é crucial. A Ventilação Não Invasiva (VNI) é frequentemente a primeira escolha para pacientes com exacerbação de DPOC e insuficiência respiratória, desde que não haja contraindicações. No entanto, a presença de sinais de gravidade como rebaixamento do nível de consciência, instabilidade hemodinâmica (bradicardia e hipotensão no caso), ou incapacidade de proteger a via aérea, contraindica a VNI e indica a necessidade de intubação orotraqueal e ventilação mecânica invasiva. A frequência respiratória elevada (36 irpm) e a PaO2 de 65 mmHg (hipoxemia) reforçam a gravidade do quadro respiratório. A conduta imediata deve ser a intubação orotraqueal para garantir a ventilação e oxigenação adequadas, além de proteger a via aérea. Após a intubação, o paciente será conectado a um ventilador mecânico, com parâmetros ajustados para minimizar o aprisionamento aéreo e otimizar a troca gasosa. A droga vasoativa será necessária para corrigir a hipotensão, e a bradicardia deve ser investigada e tratada, podendo ser secundária à hipoxemia grave ou acidose.
Sinais incluem rebaixamento do nível de consciência, fadiga muscular respiratória, instabilidade hemodinâmica (hipotensão, bradicardia), arritmias graves e incapacidade de proteger a via aérea.
A VNI é contraindicada em pacientes com rebaixamento do nível de consciência, instabilidade hemodinâmica, parada cardiorrespiratória, trauma facial, cirurgia esofágica recente ou alto risco de aspiração.
O objetivo é garantir a proteção da via aérea, fornecer suporte ventilatório adequado, corrigir a hipoxemia e a acidose respiratória, e permitir o descanso da musculatura respiratória.
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