PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2019
Em um paciente com DPOC; qual das alternativas abaixo melhor indica o risco de exacerbação da doença?
Em DPOC, história de exacerbação prévia = principal preditor de futuras exacerbações.
A história de exacerbações prévias é o fator de risco mais significativo para futuras exacerbações em pacientes com DPOC. Este dado é fundamental para a estratificação de risco e para guiar as estratégias de tratamento e prevenção, conforme as diretrizes GOLD.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição progressiva caracterizada por limitação do fluxo aéreo, frequentemente associada à exposição a partículas ou gases nocivos, principalmente fumaça de cigarro. As exacerbações agudas da DPOC são eventos críticos que impactam significativamente a qualidade de vida, a progressão da doença e a mortalidade dos pacientes, sendo uma das principais causas de hospitalização. A identificação dos fatores de risco para exacerbações é fundamental para o manejo da DPOC. Dentre os diversos fatores, a história de exacerbações prévias emerge como o preditor mais robusto e consistente de futuras exacerbações. Pacientes que já experimentaram exacerbações têm um risco substancialmente maior de ter novos episódios, independentemente da gravidade da obstrução do fluxo aéreo medida pelo VEF1. O manejo da DPOC, conforme as diretrizes GOLD, enfatiza a prevenção de exacerbações. Isso inclui a cessação do tabagismo, vacinação (influenza e pneumococo), reabilitação pulmonar e terapia farmacológica otimizada com broncodilatadores de longa ação (LABA/LAMA) e, em casos selecionados, corticoides inalatórios (CI). A estratificação de risco baseada na história de exacerbações é crucial para guiar a escolha terapêutica e melhorar o prognóstico dos pacientes.
O principal fator de risco é a história de exacerbações prévias. Outros incluem gravidade da obstrução (VEF1 baixo), comorbidades, tabagismo ativo e exposição a poluentes.
Pacientes com histórico de exacerbações frequentes (≥2 moderadas ou ≥1 grave/hospitalização) são classificados nos grupos C ou D do GOLD, necessitando de terapias mais intensivas para prevenção, como broncodilatadores de longa ação combinados e, em alguns casos, corticoides inalatórios.
Uma exacerbação de DPOC é um evento agudo caracterizado por piora dos sintomas respiratórios (dispneia, tosse, expectoração) além da variação diária usual, que leva a uma mudança na medicação.
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