Exacerbação da DPOC: Condutas Iniciais e Erros Comuns

FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2017

Enunciado

Um paciente de 68 anos, com diagnóstico prévio de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), chega ao pronto-socorro referindo piora da dispneia e aumento no volume da expectoração nos últimos 3 dias. Traz consigo espirometria recente, realizada na fase estável da doença, que indica razão VEF1/CVF=45% e VEF1 pós-broncodilatador de 42% e gasometria arterial com PaO2 de 60 mmHg (SpO2=90%) ao ar ambiente, negando o uso domiciliar de O2. Relata 3 exacerbações nos últimos 12 meses, com antecedentes de hipertensão arterial sistêmica tratada com IECA, e DM tipo 2 com uso crônico de hipoglicemiantes oral. Ao exame: PA: 125 x 85 mmHg; FC 124 bpm; SpO2 no ar ambiente = 88%. Em regular estado geral, dispneico, com uso da musculatura acessória (++/++++), hidratado, anictérico, cianótico (++/++++), consciente e orientado. Aparelho respiratório: murmúrio vesicular presente, diminuído difusamente, com sibilos expiratórios bilaterais. Ausculta cardíaca: bulhas normofonética em 2 tempos, sem sopros. Abdome plano, flácido, com RHA presentes, indolor à palpação, sem visceromegalias e massas palpáveis. MMII: pulsos presentes e sem edema. Pergunta-se: É considerada conduta inicial, EXCETO:

Alternativas

  1. A) Broncodilatador de curta duração: - Beta-2-adrenérgico com ou sem anticolinérgico. - 4/4 horas ou 6/6 horas. Via inalatória. 
  2. B)  Corticoide sistêmico: Prednisona 30-40 mg VO, 7 a 10 dias (IV, caso não tolere).
  3. C) Oxigênio suplementar: Meta SpO2 "maior que" 90% (PaO2 "maior que" 60 mmHg). 
  4. D) Sulfato de magnésio 10% 2g IV em 5 min.
  5. E) Antibiótico somente se houver purulência do escarro ou em exacerbação grave com necessidade de VM.

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