DPOC Exacerbado: Diagnóstico e Achados Gasométricos

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2024

Enunciado

Um homem de 55 anos, tabagista por 30 anos, procura atendimento de emergência com queixa de dispneia progressiva, tosse produtiva e sibilos nos últimos dois dias. No exame físico, apresenta taquipneia, tiragem e diminuição dos murmúrios vesiculares em bases pulmonares. A gasometria arterial revela pH de 7,33, pO2 de 58 mmHg e pCO2 de 60 mmHg. A radiografia de tórax mostra hiperinsuflação pulmonar e áreas de atenuação vascular. Qual é o diagnóstico mais provável para esse paciente com base no quadro clínico e gasometria arterial?

Alternativas

  1. A) Insuficiência cardíaca aguda.
  2. B) DPOC Exacerbado.
  3. C) Pneumonia adquirida na comunidade.
  4. D) Tromboembolismo pulmonar.
  5. E) Asma aguda grave.

Pérola Clínica

Tabagista com dispneia, tosse, sibilos + acidose respiratória e hipercapnia → DPOC exacerbado.

Resumo-Chave

A exacerbação da DPOC é caracterizada por piora aguda dos sintomas respiratórios basais, frequentemente desencadeada por infecções. A gasometria arterial é crucial para avaliar a gravidade, mostrando acidose respiratória com hipercapnia e hipoxemia, indicando falência respiratória.

Contexto Educacional

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição inflamatória crônica das vias aéreas e parênquima pulmonar, principalmente causada pelo tabagismo, caracterizada por limitação persistente do fluxo aéreo. A exacerbação da DPOC é uma das principais causas de internação e mortalidade em pacientes com a doença, sendo crucial seu reconhecimento e manejo precoce. O diagnóstico de exacerbação baseia-se na piora aguda dos sintomas respiratórios. A gasometria arterial é essencial, revelando hipoxemia e, em casos graves, hipercapnia e acidose respiratória (pH < 7,35 com pCO2 > 45 mmHg), indicando falência respiratória. A radiografia de tórax pode mostrar sinais de hiperinsuflação e atenuação vascular, mas é mais útil para excluir diagnósticos diferenciais como pneumonia. O tratamento envolve broncodilatadores de curta ação, corticosteroides sistêmicos e, se houver sinais de infecção, antibióticos. A oxigenoterapia deve ser cuidadosamente administrada para evitar a depressão do drive respiratório em pacientes com retenção crônica de CO2. Em casos de acidose respiratória grave, a ventilação não invasiva ou invasiva pode ser necessária.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para exacerbação de DPOC?

A exacerbação de DPOC é definida como uma piora aguda dos sintomas respiratórios (dispneia, tosse, volume/purulência do escarro) que excede a variação diária e leva a uma mudança na medicação.

Por que a gasometria arterial é importante na exacerbação da DPOC?

A gasometria arterial é fundamental para avaliar a gravidade da exacerbação, identificando hipoxemia, hipercapnia e acidose respiratória, que indicam a necessidade de suporte ventilatório.

Como diferenciar DPOC exacerbado de asma aguda grave?

Embora ambas apresentem sibilos e dispneia, a DPOC tem histórico de tabagismo e doença crônica, enquanto a asma é mais episódica. A gasometria na DPOC exacerbada frequentemente mostra hipercapnia e acidose respiratória, menos comum na asma grave inicial.

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