PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
Homem de 80 anos com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) moderadamente grave se apresenta ao pronto-socorro pela 2ª vez seguida com dispneia progressivamente pior e tosse cada vez mais produtiva. Ele mora sozinho. Mais recentemente, recebeu alta do hospital há três semanas após tratamento de exacerbações da DPOC com broncodilatadores e antibiótico. Seus sinais vitais iniciais incluem saturação de oxigênio de 87% em ar ambiente, frequência respiratória de 32 incursões respiratórias por minuto, pressão arterial de 138x82 mmHg e pulso de 102 batimentos por minuto. Após o tratamento com nebulizador com albuterol e ipratrópio, sua frequência respiratória melhorou, indo para 28 incursões respiratórias por minuto e sua saturação de oxigênio subiu para 89% em ar ambiente. Qual das seguintes afirmativas é VERDADEIRA sobre o manejo adicional da DPOC para este paciente?
Idoso + DPOC grave + falha na resposta inicial + suporte social precário = Internação hospitalar.
A decisão de internação na exacerbação da DPOC baseia-se na gravidade da doença de base, resposta inadequada ao tratamento agudo no pronto-socorro e presença de comorbidades graves.
A exacerbação da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma causa frequente de hospitalização e mortalidade. O manejo inicial envolve o uso de broncodilatadores de curta ação (beta-2 agonistas e anticolinérgicos), corticosteroides sistêmicos e, se houver sinais de infecção bacteriana (aumento da purulência do escarro), antibioticoterapia. No caso de pacientes idosos com doença moderada a grave, a vigilância deve ser redobrada. A persistência de taquipneia (FR > 25-30) e a incapacidade de manter saturação adequada em ar ambiente após medidas iniciais indicam a necessidade de monitorização hospitalar contínua para prevenir a evolução para insuficiência respiratória franca e necessidade de ventilação mecânica.
Os critérios incluem: sintomas graves (piora súbita da dispneia de repouso), falha na resposta ao tratamento inicial no pronto-socorro, presença de comorbidades graves (IC, arritmias), suporte domiciliar insuficiente, idade avançada e presença de acidose respiratória ou hipoxemia persistente.
O alvo terapêutico deve ser entre 88% e 92%. Níveis excessivos de oxigênio podem causar hipercapnia por efeito Haldane, redução do drive respiratório e alteração da relação ventilação-perfusão.
A VNI é indicada na exacerbação da DPOC quando há acidose respiratória (pH < 7,35) e/ou hipercapnia (PaCO2 > 45 mmHg), ou dispneia grave com sinais de fadiga muscular, desde que não haja contraindicações.
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