HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2022
Paciente do sexo masculino, 68 anos, com história de dispneia aos grandes esforços e tosse seca há vários anos, relata piora da dispneia e da tosse, que evoluiu para produtiva com secreção amarelada e febre há 48 horas. Apresenta antecedentes de tabagismo atual (01 maço/dia há 42 anos) e hipertensão arterial em uso de anti-hipertensivo (anlodipina 20 mg/dia). Ao exame físico: consciente e orientado, sem déficits cognitivo ou motor. Ritmo cardíaco regular sem sopros. Pressão arterial MSD: 124 x 88 mmHg pulso: 77 bpm. Murmúrio vesicular universalmente diminuído com estertores crepitantes do terço médio do hemitórax direito. Frequência respiratória: 23 irpm SatO₂ : 93%aa. Abdome sem alterações. Edema de membros inferiores ++/4+, pulsos periféricos + simétricos isobáricos. Exames complementares: Hemograma: hemoglobina 14,8 mg/dL; leucócitos: 12300/mm³ . Proteína C reativa 5,3 mg/dL (VN > 1 mg/dL). Ureia 43 mg/dL; creatinina 1,1 mg/dL.O exame complementar indicado para o quadro atual é:
DPOC + piora respiratória aguda + febre + secreção purulenta + crepitantes → suspeitar pneumonia, solicitar RX tórax.
Pacientes com DPOC têm maior risco de infecções respiratórias, como pneumonia, que podem desencadear exacerbações. A presença de febre, tosse produtiva com secreção purulenta e achados focais no exame físico (estertores crepitantes) sugere fortemente uma pneumonia, tornando a radiografia de tórax o exame de imagem inicial essencial para confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição progressiva e debilitante, frequentemente associada ao tabagismo, caracterizada por limitação persistente do fluxo aéreo. As exacerbações agudas da DPOC são eventos críticos que levam à piora dos sintomas respiratórios e são uma causa comum de hospitalização e mortalidade. É vital para residentes reconhecerem os sinais de uma exacerbação e investigarem suas causas. A fisiopatologia das exacerbações envolve inflamação das vias aéreas e parênquima pulmonar, frequentemente desencadeada por infecções virais ou bacterianas, ou por poluentes. No caso apresentado, a febre, tosse produtiva com secreção amarelada e estertores crepitantes focais são fortes indicativos de uma pneumonia adquirida na comunidade sobreposta à DPOC. A leucocitose e PCR elevada corroboram o processo inflamatório/infeccioso. Diante da suspeita de pneumonia em um paciente com DPOC, a radiografia de tórax é o exame complementar de escolha para confirmar o infiltrado pulmonar, avaliar sua extensão e descartar outras causas de piora respiratória. O tratamento incluirá broncodilatadores, corticosteroides sistêmicos e, se houver evidência de infecção bacteriana (como neste caso), antibióticos. A identificação precoce da pneumonia é crucial para um manejo adequado e melhora do prognóstico.
Piora aguda da dispneia, aumento da tosse e/ou aumento do volume e purulência do escarro, além de outros sintomas como febre, fadiga e mal-estar.
A radiografia de tórax é fundamental para diferenciar uma exacerbação de DPOC puramente viral ou bacteriana de uma pneumonia, que requer tratamento antibiótico específico e pode ter maior morbimortalidade.
Os patógenos comuns incluem Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Moraxella catarrhalis, e em casos mais graves, Pseudomonas aeruginosa ou enterobactérias, especialmente em pacientes com DPOC grave ou múltiplas exacerbações.
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