DPOC Agudizada: Manejo Completo e Investigação Diagnóstica

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2020

Enunciado

João, 45 anos, vem à Unidade Básica de Saúde com queixa de tosse, expectoração amarelada e muita falta de ar, que piorou há 7 dias e passou a atrapalhar muito suas atividades cotidianas. João trabalha como vendedor em loja de roupas e fuma desde os 15 anos, cerca de 2 maços por dia. Nega asma na infância e refere que este episódio de alterações respiratórias é o terceiro neste ano. Qual é a conduta mais adequada em relação à investigação diagnóstica e tratamento a curto prazo deste paciente?

Alternativas

  1. A) Tratar a exacerbação com antibiótico, corticoide oral 7 dias, broncodilatadores esolicitar radiografia do tórax.
  2. B)  Tratar a exacerbação com antibiótico, corticoide oral 7 dias, broncodilatadores esolicitar radiografia do tórax e espirometria com prova broncodilatadora.
  3. C)  Tratar a exacerbação com antibiótico, corticoide oral 7 dias, broncodilatadores eencaminhar ao Pneumologista, para que realize exames.
  4. D)  Tratar a exacerbação com antibiótico, corticoide oral 7 dias e broncodilatadores,realizar aconselhamento breve para cessação ao tabagismo, solicitar radiografia de tórax e espirometria com prova broncodilatadora.

Pérola Clínica

DPOC agudizada → ATB + corticoide + BD + RX + espirometria (pós-crise) + cessação tabagismo.

Resumo-Chave

A exacerbação da DPOC requer tratamento imediato com broncodilatadores, corticoides e, se houver sinais de infecção bacteriana, antibióticos. A investigação diagnóstica completa, incluindo espirometria (após estabilização) e radiografia de tórax, é crucial para confirmar o diagnóstico e excluir outras condições, além do aconselhamento para cessação do tabagismo como medida preventiva fundamental.

Contexto Educacional

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum, progressiva e prevenível, caracterizada por limitação do fluxo aéreo que não é totalmente reversível. As exacerbações agudas são eventos críticos que levam à piora dos sintomas respiratórios e são uma causa frequente de hospitalização, impactando significativamente a morbimortalidade dos pacientes. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são fundamentais para a prática clínica e para provas de residência. A fisiopatologia da DPOC envolve inflamação crônica das vias aéreas e parênquima pulmonar, geralmente causada pela exposição a partículas ou gases nocivos, como a fumaça do tabaco. Durante uma exacerbação, há um aumento da inflamação, produção de muco e broncoespasmo. O diagnóstico da DPOC é confirmado pela espirometria (relação VEF1/CVF < 0,7 pós-broncodilatador), mas a suspeita clínica surge em pacientes com fatores de risco (tabagismo) e sintomas crônicos como tosse, expectoração e dispneia. O tratamento da exacerbação aguda inclui broncodilatadores de curta ação, corticosteroides sistêmicos e, em casos selecionados, antibióticos. Após a estabilização, a investigação diagnóstica completa com radiografia de tórax e espirometria é essencial. O aconselhamento para cessação do tabagismo é a intervenção mais eficaz para retardar a progressão da doença e deve ser oferecido em todas as consultas.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para iniciar antibióticos em uma exacerbação da DPOC?

Antibióticos são indicados se houver aumento de dispneia, volume e purulência do escarro, ou se o paciente necessitar de ventilação mecânica.

Por que a espirometria não é realizada durante a exacerbação aguda da DPOC?

A espirometria é um exame de função pulmonar que exige esforço do paciente e pode ser imprecisa ou agravar o desconforto respiratório durante uma crise aguda. Deve ser realizada após a estabilização.

Qual a importância do aconselhamento para cessação do tabagismo no paciente com DPOC?

A cessação do tabagismo é a única intervenção capaz de alterar a história natural da DPOC, retardando a progressão da doença e melhorando a qualidade de vida.

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