Exacerbação de DPOC: Manejo e Indicações de VNI

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2025

Enunciado

Paciente masculino, 67 anos, tabagista há 40 anos (40 maços-ano), com diagnóstico prévio de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) em estágio GOLD 3 (grave), procura atendimento no pronto-socorro com queixa de dispneia progressiva nas últimas 48 horas, acompanhada de tosse produtiva com expectoração amarelada. Relata piora da capacidade funcional, sendo incapaz de realizar suas atividades diárias habituais. Ao exame físico, apresenta-se em estado geral regular, dispneico, com saturação de oxigênio de 85% em ar ambiente, frequência respiratória de 28 irpm, ausculta pulmonar com roncos e sibilos difusos bilaterais, além de estertores finos nas bases pulmonares. Radiografia de tórax revela hiperinsuflação pulmonar e infiltrado alveolar na base direita. Gasometria arterial em ar ambiente mostra pH de 7,31; PaCO2 de 58 mmHg; PaO2 de 55 mmHg e HCO3- de 30 mEq/L. Com base no caso apresentado, qual das seguintes condutas terapêuticas é a mais adequada para este paciente? ** Valores de referência da gasometria arterial: pH= 7,35 a 7,45; PaO2= 80 a 100mmHg, PaCO2=35 a 45 mmHg, HCO3- = 22 e 26 mEq/L.

Alternativas

  1. A) Iniciar corticoterapia sistêmica e antibioticoterapia empírica, associando ventilação não invasiva (VNI).
  2. B) Administrar oxigênio em alto fluxo para manter saturação de oxigênio acima de 95%, sem necessidade de ventilação não invasiva.
  3. C) Indicar intubação orotraqueal imediata e ventilação mecânica invasiva.
  4. D) Suspender tabagismo e iniciar broncodilatadores de longa duração, sem necessidade de outras intervenções agudas.

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