UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2023
Mulher, 62 anos, portadora de doença arterial coronariana e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), já em uso de formoterol, tiotrópio e budesonida inalatórios. Vem ao ambulatório referindo piora da dispneia há 2 semanas além de piora da intensidade e frequência de tosse, com secreção amarelada. Não apresentou febre. Ao exame encontra-se confortável, ausculta pulmonar com redução difusa do murmúrio vesicular. Em relação ao caso descrito, assinale a alternativa correta.
Exacerbação DPOC = piora aguda de sintomas respiratórios que demanda terapia adicional.
A exacerbação da DPOC é caracterizada por uma piora aguda dos sintomas respiratórios basais do paciente, como dispneia, tosse e produção de escarro, que requerem uma modificação na terapia usual. É um evento comum e impacta significativamente a qualidade de vida e o prognóstico.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição progressiva e debilitante, e suas exacerbações representam um dos principais motivos de morbidade e mortalidade. Uma exacerbação da DPOC é um evento agudo caracterizado por uma piora dos sintomas respiratórios do paciente (dispneia, tosse, produção de escarro) que excede as variações diárias e requer uma mudança na medicação habitual. É crucial para o residente reconhecer e manejar prontamente esses episódios. A fisiopatologia da exacerbação envolve um aumento da inflamação nas vias aéreas, levando a broncoespasmo, hipersecreção de muco e edema da mucosa. As causas mais comuns são infecções respiratórias (virais ou bacterianas) e exposição a poluentes. O diagnóstico é clínico, baseado na história de piora dos sintomas. A avaliação da gravidade é fundamental para determinar o local de tratamento (ambulatorial ou hospitalar). O tratamento da exacerbação da DPOC visa aliviar os sintomas e prevenir a progressão. Inclui a intensificação dos broncodilatadores de curta ação, corticosteroides sistêmicos (geralmente prednisona oral por 5-7 dias) e, se houver sinais de infecção bacteriana (aumento da purulência do escarro, volume do escarro e dispneia), antibióticos. A oxigenoterapia pode ser necessária, e em casos graves, ventilação não invasiva ou invasiva.
Uma exacerbação da DPOC é definida como um evento agudo caracterizado por uma piora dos sintomas respiratórios do paciente (dispneia, tosse, produção de escarro) que vai além das variações diárias e leva a uma mudança na medicação habitual.
O tratamento inicial geralmente envolve a intensificação dos broncodilatadores de curta ação (beta-agonistas e/ou anticolinérgicos), e em muitos casos, a adição de corticosteroides sistêmicos por um curto período. Antibióticos podem ser indicados se houver sinais de infecção bacteriana.
As principais causas de exacerbação da DPOC são infecções respiratórias (virais ou bacterianas), poluição do ar e outros irritantes ambientais. Em alguns casos, a causa pode não ser identificada.
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