SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2020
Homem, 70 anos, queixa-se de dispneia progressiva atualmente aos pequenos esforços e tosse cheia com expectoração clara matinal. Os sintomas têm duração de aproximadamente 2 anos. Não apresenta comorbidades, nem usava medicações previamente. Tabagista de 40 anos. Há cerca de 3 dias, houve piora da dispneia, agora até em repouso, com aumento e mudança da expectoração para amarelada, febre (38,8ºC) com calafrios e perda do apetite. Assinale a alternativa que indica corretamente o diagnóstico mais provável para o quadro agudo.
Exacerbação DPOC = piora aguda de dispneia, tosse, volume/purulência da expectoração, frequentemente com febre.
O quadro agudo de piora da dispneia, mudança na coloração da expectoração (purulenta), febre e calafrios em um paciente tabagista com sintomas crônicos de dispneia e tosse é altamente sugestivo de uma exacerbação infecciosa da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum, prevenível e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo devido a anormalidades das vias aéreas e/ou alveolares, geralmente causadas por exposição significativa a partículas ou gases nocivos, sendo o tabagismo o principal fator de risco. As exacerbações agudas da DPOC são eventos clinicamente importantes que impactam negativamente a qualidade de vida, a função pulmonar e a mortalidade dos pacientes, sendo uma das principais causas de hospitalização. A fisiopatologia da exacerbação de DPOC envolve um aumento da inflamação nas vias aéreas, que pode ser desencadeado por infecções virais ou bacterianas, poluição ou outros irritantes. O diagnóstico baseia-se na piora dos sintomas basais do paciente (dispneia, tosse, volume e/ou purulência da expectoração). A febre e calafrios, como no caso, sugerem um componente infeccioso bacteriano. O tratamento visa aliviar os sintomas e prevenir futuras exacerbações. Na fase aguda, inclui broncodilatadores de curta ação, corticosteroides sistêmicos e, se indicado por sinais de infecção bacteriana, antibióticos. A oxigenoterapia é crucial para pacientes com hipoxemia. O prognóstico está diretamente relacionado à frequência e gravidade das exacerbações, sendo fundamental a cessação do tabagismo e a reabilitação pulmonar para o manejo a longo prazo.
Uma exacerbação de DPOC é definida como um evento agudo caracterizado por uma piora dos sintomas respiratórios do paciente (dispneia, tosse, expectoração) além da variação diária usual, que leva a uma mudança na medicação.
A conduta inicial inclui broncodilatadores de curta ação, corticosteroides sistêmicos e, se houver sinais de infecção bacteriana (expectoração purulenta, febre), antibióticos. Oxigenoterapia pode ser necessária.
A diferenciação envolve a história clínica (tabagismo, sintomas crônicos de DPOC), exame físico e exames complementares como radiografia de tórax e gasometria arterial, para excluir causas cardíacas ou outras pneumopatias.
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