UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2020
Homem, 25 anos, com tosse produtiva crônica há cinco anos, infecção pulmonar de repetição, internado quatro vezes nesse período, apresenta exacerbação do quadro com piora da quantidade e da coloração (agora esverdeada) do escarro. TC de tórax é mostrada a seguir. A antibioticoterapia empírica inicial deve contemplar os seguintes agentes etiológicos, comumente isolados:
Exacerbação de bronquiectasias com escarro purulento → cobrir Haemophilus influenzae e Pseudomonas aeruginosa.
Pacientes com doença pulmonar crônica, como bronquiectasias, apresentam risco elevado de infecções bacterianas de repetição. Em exacerbações, especialmente com escarro purulento e histórico de múltiplas internações, a antibioticoterapia empírica deve cobrir os patógenos mais comuns, como Haemophilus influenzae, e considerar Pseudomonas aeruginosa, que é prevalente em casos mais graves ou com uso prévio de antibióticos.
Bronquiectasias são uma doença pulmonar crônica caracterizada por dilatação e destruição irreversível dos brônquios, resultando em acúmulo de muco, inflamação crônica e infecções bacterianas recorrentes. A tosse produtiva crônica e as infecções pulmonares de repetição são sintomas cardinais, levando a exacerbações que exigem antibioticoterapia. A etiologia é variada, incluindo infecções graves na infância, fibrose cística, deficiências imunológicas e doenças autoimunes, sendo a TC de tórax de alta resolução o método diagnóstico de escolha. As exacerbações das bronquiectasias são frequentemente desencadeadas por infecções bacterianas, manifestando-se com aumento da tosse, volume e purulência do escarro, e piora da dispneia. A escolha da antibioticoterapia empírica inicial é crucial e deve considerar os patógenos mais prevalentes. Haemophilus influenzae é o microrganismo mais comumente isolado em pacientes com bronquiectasias. No entanto, em casos de doença mais grave, com histórico de múltiplas internações ou uso prévio de antibióticos, a prevalência de Pseudomonas aeruginosa aumenta significativamente, sendo este um patógeno associado a pior prognóstico e maior resistência a antibióticos. Portanto, a cobertura empírica para Haemophilus influenzae e Pseudomonas aeruginosa é fundamental em pacientes com exacerbação de bronquiectasias e fatores de risco para infecção por Pseudomonas. A identificação do agente etiológico por cultura de escarro é ideal para guiar a terapia definitiva, mas o tratamento empírico não pode ser postergado. O manejo a longo prazo envolve fisioterapia respiratória, broncodilatadores e, em alguns casos, antibioticoprofilaxia.
Os patógenos mais comuns incluem Haemophilus influenzae, Streptococcus pneumoniae e Moraxella catarrhalis. Em pacientes com doença mais grave, múltiplas internações ou uso prévio de antibióticos, Pseudomonas aeruginosa torna-se um patógeno importante e deve ser coberto.
A infecção por Pseudomonas aeruginosa deve ser suspeitada em pacientes com bronquiectasias que apresentam doença mais grave, exacerbações frequentes, internações prévias, uso prolongado de antibióticos, ou em casos de colonização conhecida por esse microrganismo.
A TC de tórax de alta resolução é o padrão-ouro para o diagnóstico de bronquiectasias, revelando a dilatação e espessamento das paredes brônquicas. Ela também auxilia na avaliação da extensão da doença e na identificação de complicações, orientando o manejo clínico.
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