HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2023
Paciente sexo feminino, 5 anos, é atendido em Pronto Socorro com exacerbação asmática. Recebeu salbutamol inalatório 3 ciclos com 20 minutos de intervalo entre eles e prednisolona 2mg/kg. Reavaliado após a primeira hora de terapia e mantém taquipnéia e Saturação periférica de O₂ de 91%. Neste caso está indicado:
Asma grave em criança, SatO₂ <92% após tratamento inicial → Internação em enfermaria para observação e terapia intensiva.
Crianças com exacerbação asmática que mantêm taquipneia e saturação de oxigênio abaixo de 92% (ou 90% dependendo do protocolo) após o tratamento inicial com broncodilatadores e corticoesteroides sistêmicos, indicam necessidade de internação hospitalar para monitoramento e intensificação da terapia.
A exacerbação asmática em crianças é uma condição comum e potencialmente grave, caracterizada por um aumento progressivo da tosse, sibilância, dispneia e opressão torácica. O manejo adequado é crucial para prevenir complicações e reduzir a morbimortalidade. A avaliação da gravidade é fundamental e baseia-se em parâmetros clínicos como frequência respiratória, uso de musculatura acessória, nível de consciência e, principalmente, a saturação periférica de oxigênio (SatO₂). O tratamento inicial de uma exacerbação asmática geralmente envolve a administração de beta-2 agonistas de curta ação (como o salbutamol) por via inalatória e corticoesteroides sistêmicos (como a prednisolona). A resposta a essa terapia inicial é um indicador importante da gravidade e da necessidade de internação. Se, após a primeira hora de tratamento, a criança ainda apresentar sinais de desconforto respiratório significativo, como taquipneia persistente e SatO₂ abaixo de 92-94%, a conduta deve ser a internação hospitalar. A internação em enfermaria permite monitoramento contínuo, administração de oxigênio suplementar, repetição de broncodilatadores e corticoesteroides, e avaliação de terapias adicionais como sulfato de magnésio IV em casos refratários. A alta domiciliar só é segura quando a criança apresenta melhora clínica sustentada, SatO₂ estável acima de 94% em ar ambiente e capacidade de manter a medicação oral. O manejo da asma é um pilar importante na pediatria, e a identificação precoce de falha terapêutica é essencial para um bom prognóstico.
Sinais de gravidade incluem taquipneia, uso de musculatura acessória, tiragem subcostal, sibilância intensa ou ausente, alteração do nível de consciência, e saturação de oxigênio persistentemente baixa (<92-94%) apesar do tratamento inicial com broncodilatadores.
A saturação de oxigênio reflete a oxigenação tecidual e é um indicador crucial da gravidade da obstrução das vias aéreas e da necessidade de intervenção. Valores abaixo de 92% (ou 90% em alguns protocolos) após tratamento inicial são preocupantes e indicam falha terapêutica.
O sulfato de magnésio IV é um broncodilatador que pode ser considerado em exacerbações asmáticas graves que não respondem à terapia convencional com beta-2 agonistas e corticoesteroides, atuando como um relaxante da musculatura lisa brônquica. No entanto, não é a primeira conduta após falha inicial, sendo reservado para casos refratários.
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