Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2015
Igor, oito anos de idade, tem história de episódios recorrentes de sibilância, desencadeados por múltiplos alérgenos e necessidade constante de broncodilatadores com boa resposta ao mesmo. Admitido em pronto–socorro com quadro de tosse há 1 dia associado a desconforto respiratório, após ter visitado a avó, que reside em um sítio. Ao exame encontra–se alerta, lúcido, com dispneia leve, consegue falar frases completas, à inspeção apresenta retrações subcostais leves e sibilos difusos à ausculta pulmonar. FR = 40 irpm, FC = 105 bpm, SpO2 = 96%. Em relação ao manejo da Asma na infância, assinale a INCORRETA:
Radiografia de tórax NÃO é rotina em exacerbação leve/moderada de asma, apenas se suspeita de complicação ou asma grave.
A radiografia de tórax não é um exame de rotina na avaliação inicial ou após a primeira reavaliação de uma exacerbação de asma leve a moderada, sendo indicada apenas em casos de asma grave, falta de resposta ao tratamento, suspeita de pneumonia, pneumotórax ou corpo estranho.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente, sendo uma das principais causas de hospitalização pediátrica. As exacerbações agudas são episódios de piora progressiva da dispneia, tosse, sibilância e opressão torácica, exigindo intervenção médica. O manejo adequado é crucial para prevenir desfechos adversos e reduzir a morbidade. A avaliação inicial de uma exacerbação de asma inclui a classificação da gravidade (leve, moderada, grave ou risco de vida) com base em parâmetros clínicos como nível de consciência, capacidade de falar, frequência respiratória e cardíaca, uso de musculatura acessória e saturação de oxigênio. O tratamento imediato envolve broncodilatadores de ação rápida (SABA) e corticosteroides sistêmicos. A monitorização contínua da saturação de oxigênio e da frequência cardíaca é essencial. A radiografia de tórax não é um exame de rotina na maioria das exacerbações de asma, especialmente nas leves a moderadas. Sua indicação é reservada para casos graves, suspeita de complicações como pneumonia, pneumotórax, atelectasia ou aspiração de corpo estranho, ou quando há falha na resposta ao tratamento inicial. O sulfato de magnésio e o uso de corticoides sistêmicos (oral ou IV com equivalência clínica) são terapias adjuvantes importantes em exacerbações mais graves.
Os pilares são a administração de broncodilatadores de ação rápida (SABA) por nebulização ou spray com espaçador e o uso precoce de corticosteroides sistêmicos (oral ou IV).
A radiografia de tórax é indicada em exacerbações graves, quando há suspeita de pneumonia, pneumotórax, corpo estranho, ou se o paciente não responde ao tratamento inicial. Não é rotina em casos leves a moderados.
O sulfato de magnésio é um broncodilatador adjuvante, indicado para exacerbações de asma graves ou muito graves que não respondem à terapia convencional com SABA e corticosteroides.
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