Crise Asmática Pediátrica: Manejo no Pronto-Socorro

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2018

Enunciado

Criança de 7 anos de idade é atendida no pronto-socorro por queixa de tosse seca e febre baixa há cerca de 36 horas. Ao exame: afebril, dispneica leve, aumento de tempo expiratório, murmúrio vesicular simétrico sem ruídos adventícios. Oximetria de 95%. A mãe informa que a criança é portadora de asma e usa medicação inalatória contendo corticoide e broncodilatador diariamente. Sua conduta deve ser 

Alternativas

  1. A) observar evolução e manter medicação em uso.
  2. B) indicar beta2 de curta duração e corticoide oral, mantendo medicação em uso. 
  3. C) suspender medicação em uso e indicar beta2 de curta duração e corticoide oral. 
  4. D) aumentar dose da medicação em uso e observar evolução.
  5. E) indicar beta2 de curta duração e corticoide oral e aumentar dose da medicação em uso. 

Pérola Clínica

Crise asmática leve/moderada em criança com asma prévia → Beta2 de curta duração + Corticoide oral.

Resumo-Chave

A criança apresenta sinais de exacerbação asmática leve a moderada (dispneia leve, tempo expiratório prolongado, oximetria 95%) apesar do uso de medicação controladora. Nesses casos, a conduta inicial no pronto-socorro é adicionar um beta2 agonista de curta duração (resgate) e um curso de corticoide oral para controlar a inflamação, mantendo a medicação de controle em uso.

Contexto Educacional

As exacerbações de asma em crianças são eventos comuns que exigem manejo rápido e eficaz para prevenir a progressão para quadros mais graves. A identificação precoce dos sinais de piora e a implementação de um plano de ação são cruciais, especialmente em pacientes com asma prévia. A avaliação da gravidade da crise asmática é essencial e baseia-se em parâmetros clínicos como dispneia, sibilância, uso de musculatura acessória, frequência respiratória e cardíaca, e oximetria. Uma oximetria de 95% com dispneia leve e tempo expiratório prolongado sugere uma exacerbação leve a moderada. O tratamento de uma exacerbação asmática em crianças geralmente envolve a administração de um beta2 agonista de curta duração (como salbutamol) para broncodilatação rápida e um curso de corticoide oral (como prednisolona) para reduzir a inflamação sistêmica. É importante manter a medicação controladora em uso durante a crise, a menos que haja indicação específica para ajuste ou suspensão, o que é raro.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de uma exacerbação asmática em crianças?

Os sinais incluem tosse, sibilância, dispneia, taquipneia, uso de musculatura acessória, retração intercostal e supraesternal. A gravidade é avaliada pela frequência respiratória, frequência cardíaca, nível de consciência e oximetria.

Qual a conduta inicial para uma crise asmática leve a moderada em crianças?

A conduta inicial envolve a administração de um beta2 agonista de curta duração (salbutamol) por via inalatória e um curso de corticoide oral (prednisolona) para reduzir a inflamação, mantendo a medicação de controle em uso.

Por que o corticoide oral é indicado em exacerbações de asma?

O corticoide oral é fundamental para reduzir a inflamação das vias aéreas, que é a base da exacerbação asmática. Ele age de forma sistêmica, diminuindo a hiperresponsividade brônquica e prevenindo a progressão da crise.

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