SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2026
Homem 40 anos, com história pregressa de asma, chega à emergência queixando dispneia ao falar. Ao exame fala frases, prefere ficar sentado, utiliza musculatura acessória, frequência respiratória = 27 irpm/mim, frequência cardíaca = 115 bpm, saturação em ar ambiente 92%, apresentando sibilos expiratórios difusos, P.F.E. > 50 % do predito utilizando fórmula (European Respiratory Society/Nunn & Gregg). Qual a classificação da exacerbação e conduta:
Dispneia ao falar + Musculatura acessória + SatO2 92% = Crise Moderada → SABA + Ipratrópio + Corticoide Oral.
A exacerbação moderada é definida por sinais clínicos de esforço respiratório e saturação entre 90-95%, exigindo terapia combinada com broncodilatadores e corticoterapia sistêmica precoce.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas caracterizada por hiperresponsividade brônquica. As exacerbações representam episódios de agravamento progressivo dos sintomas, como dispneia, tosse e sibilância. O manejo na emergência baseia-se na avaliação rápida da gravidade para guiar a intensidade do tratamento. O tratamento padrão para crises moderadas inclui a administração repetida de beta-2 agonistas de curta ação (como o salbutamol), a adição de brometo de ipratrópio e o uso precoce de corticosteroides sistêmicos (preferencialmente via oral, pois a eficácia é equivalente à via intravenosa e a administração é mais simples). A monitorização contínua da saturação e da resposta clínica dita a necessidade de internação ou alta com plano de ação.
A diferenciação é clínica. Na crise leve, o paciente fala frases completas, não usa musculatura acessória e mantém SatO2 > 95%. Na moderada, o paciente prefere sentar, fala frases curtas, utiliza musculatura acessória, apresenta frequência respiratória aumentada e SatO2 entre 90-95%. O Pico de Fluxo Expiratório (PFE) na crise moderada geralmente situa-se entre 50-80% do previsto ou do melhor pessoal.
O brometo de ipratrópio é um anticolinérgico que, quando associado aos beta-2 agonistas de curta ação (SABA) em crises moderadas a graves no pronto-atendimento, reduz as taxas de hospitalização e promove uma melhora mais rápida da função pulmonar (VEF1 e PFE) em comparação ao uso isolado de SABA.
O objetivo da oxigenoterapia na asma aguda é manter a saturação de oxigênio entre 93% e 95% em adultos (e 94-98% em crianças ou gestantes). Níveis excessivamente altos de oxigênio podem estar associados a piores desfechos clínicos, portanto, o controle rigoroso do fluxo é essencial.
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