Manejo da Crise Asmática na Urgência: O Que Você Precisa Saber

UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2017

Enunciado

Em relação ao manejo da exacerbação da asma nos serviços de urgência, assinale opção INCORRETA.

Alternativas

  1. A) Um dos principais equívocos durante o tratamento da exacerbação da asma na urgência é o uso de elevadas doses de ß2-agonistas de curta ação.
  2. B) O uso de corticoides por via oral ou intravenosa tem efeito clínico equivalente.
  3. C) Em crianças, a persistência da saturação de oxigênio menor que 92% após tratamento inicial com broncodilatador é uma das indicações de hospitalização.
  4. D) Exacerbação prévia de asma grave com necessidade de internação em terapia intensiva, especialmente quando houver necessidade de ventilação mecânica, constitui o fator de risco mais fortemente associado a crises fatais ou quase fatais.
  5. E) A ausência de sibilância com murmúrio vesicular diminuído e a presença de sonolência indicam exacerbação de asma muito grave.

Pérola Clínica

Crise asmática grave: β2-agonistas de curta ação em altas doses são ESSENCIAIS, não um equívoco.

Resumo-Chave

No manejo da exacerbação grave da asma, o uso de altas doses de beta-2 agonistas de curta ação (como salbutamol) é uma conduta CORRETA e fundamental para promover a broncodilatação e aliviar o broncoespasmo. O equívoco seria subdosar ou não utilizá-los adequadamente.

Contexto Educacional

A exacerbação da asma é uma piora aguda ou subaguda dos sintomas de asma, como dispneia, tosse, sibilância e aperto no peito, que requerem intervenção para evitar desfechos adversos. É uma das principais causas de atendimento em serviços de urgência e hospitalizações. O reconhecimento rápido da gravidade e o tratamento adequado são cruciais para a boa evolução do paciente. A fisiopatologia envolve broncoespasmo, inflamação das vias aéreas e hipersecreção de muco. O manejo inicial inclui a avaliação da gravidade, oxigenoterapia para manter saturação > 92-94%, administração de beta-2 agonistas de curta ação (SABA) em doses elevadas e repetidas, e corticoides sistêmicos (prednisolona oral ou metilprednisolona IV), que têm eficácia equivalente. A monitorização contínua da resposta ao tratamento, incluindo saturação de oxigênio e pico de fluxo expiratório, é essencial. Fatores de risco para asma fatal, como história de intubação prévia, devem ser considerados. A ausência de sibilância em um paciente com esforço respiratório intenso (tórax silencioso) é um sinal de obstrução grave e iminência de falência respiratória, indicando uma exacerbação muito grave.

Perguntas Frequentes

Quais são os pilares do tratamento da exacerbação da asma na urgência?

Os pilares incluem oxigenoterapia (se necessário), beta-2 agonistas de curta ação em altas doses, corticoides sistêmicos (oral ou IV) e, em casos graves, brometo de ipratrópio e sulfato de magnésio.

Quando considerar a internação hospitalar para um paciente com exacerbação de asma?

A internação é indicada em casos de resposta inadequada ao tratamento inicial, sinais de asma grave (ex: saturação < 92%, dispneia intensa, confusão), fatores de risco para asma fatal, ou comorbidades significativas.

Quais são os sinais de uma exacerbação de asma muito grave?

Sinais de gravidade incluem dispneia intensa, fala em palavras isoladas, confusão, sonolência, bradicardia, hipotensão, "tórax silencioso" (ausência de sibilância com murmúrio vesicular diminuído) e cianose.

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