HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2023
Uma paciente, de 42 anos de idade, com história de asma, vem ao serviço de emergência por "piora da falta de ar". Ela refere ter feito salbutamol inalatório em casa, sem melhora. Refere, ainda, que estava fazendo tratamento com beclometasona inalatório em casa, mas parou porque estava se sentindo bem. Sua última exacerbação da asma havia sido há 6 meses. Antes de iniciar com a beclometasona, a paciente apresentava "uma a duas crises por semana". Ao exame, apresenta bom estado geral, consegue completar frases, mas prefere permanecer sentada. Sua frequência respiratória é de 22 irpm. Frequência cardíaca = 102 bpm. Saturação de oxigênio periférica = 95%. Expansibilidade torácica preservada, sem uso de musculatura acessória e presença de sibilos expiratórios na ausculta pulmonar. Diante desse quadro, a paciente deve:
Exacerbação de asma: SABA repetido + corticoide oral (se não leve) + reavaliação precoce.
A paciente apresenta uma exacerbação de asma de gravidade moderada (FR 22, FC 102, SatO2 95%, sibilos, consegue completar frases, mas prefere sentada). O tratamento inicial inclui beta-2 agonistas de curta ação (SABA) repetidos e corticosteroides sistêmicos (orais ou IV), que devem ser iniciados precocemente para reduzir a inflamação e prevenir a progressão da crise. A reavaliação é fundamental para ajustar a conduta.
A exacerbação da asma é um evento agudo ou subagudo caracterizado por um aumento progressivo da dispneia, tosse, sibilância e/ou aperto no peito, acompanhado de uma diminuição da função pulmonar. É uma condição comum na emergência e seu manejo adequado é crucial para prevenir desfechos graves. A avaliação inicial deve incluir a gravidade dos sintomas, frequência respiratória e cardíaca, saturação de oxigênio e presença de sinais de esforço respiratório. A fisiopatologia da exacerbação envolve broncoconstrição, edema da mucosa e hipersecreção de muco, todos impulsionados por um processo inflamatório. O tratamento visa reverter esses componentes. Os beta-2 agonistas de curta ação (SABA), como o salbutamol, são a primeira linha para aliviar a broncoconstrição, devendo ser administrados de forma repetida. Os corticosteroides sistêmicos são essenciais para combater a inflamação subjacente e devem ser iniciados precocemente, geralmente por via oral, a menos que haja contraindicação ou impossibilidade de deglutição. No caso apresentado, a paciente tem uma exacerbação moderada. A conduta correta envolve a administração de salbutamol repetidamente (4 jatos a cada 20 minutos) e prednisona oral (40 mg), com reavaliação após 1 hora. A liberação precoce sem corticoide ou com doses inadequadas de SABA é um erro comum. A educação do paciente sobre a importância da adesão à terapia de manutenção com corticosteroides inalatórios é vital para prevenir futuras exacerbações.
Sinais de exacerbação moderada incluem dispneia que limita a fala (consegue completar frases, mas com esforço), frequência respiratória elevada (20-30 irpm), frequência cardíaca >100 bpm, saturação de oxigênio entre 90-95% e sibilos audíveis.
A conduta inicial envolve a administração de beta-2 agonistas de curta ação (SABA) como salbutamol (4-10 jatos com espaçador ou nebulização) a cada 20 minutos na primeira hora, e corticosteroides sistêmicos (ex: prednisona oral 40-60 mg ou hidrocortisona IV) para reduzir a inflamação.
Os corticosteroides sistêmicos são cruciais para reduzir a inflamação das vias aéreas, que é a base da exacerbação asmática. Iniciá-los precocemente (dentro da primeira hora) acelera a melhora dos sintomas, reduz a necessidade de hospitalização e previne recaídas.
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