UEPA Revalida - Universidade do Estado do Pará — Prova 2023
Uma criança de 7 anos de idade, sexo masculino, iniciou com quadro de infecção de vias aéreas superiores e febre baixa no dia anterior e hoje comparece à unidade de pronto atendimento de emergência por ter evoluído com tosse persistente, dispneia. Ele usou corticoide na exacerbação anterior. Ao exame físico, ele apresenta frequência respiratória de 28 mpm, fala em frases, prefere ficar sentado ao deitar-se; FC 110 bpm, PEF >50% do previsto; saturação de oxigênio 93%, sibilância difusa, tiragem intercostal baixa. Para ele, segundo atualizações GINA 2022, a conduta adequada é:
Exacerbação asma moderada/grave criança → O2 titulado, Salbutamol MDI c/ espaçador, Corticoide oral.
Em exacerbações de asma em crianças, a conduta inicial inclui oxigenoterapia titulada para manter saturação >94%, broncodilatadores de curta ação (salbutamol) em aerossol dosimetrado com espaçador e corticoide sistêmico oral (prednisolona) para reduzir a inflamação. A avaliação da gravidade guia a frequência e a necessidade de outros medicamentos.
A exacerbação da asma em crianças é uma emergência comum que exige reconhecimento rápido e manejo adequado para prevenir desfechos adversos. As diretrizes GINA (Global Initiative for Asthma) fornecem um guia baseado em evidências para a avaliação da gravidade e o tratamento. A criança do caso apresenta sinais de exacerbação moderada a grave, como dispneia, fala em frases, preferência por sentar, sibilância difusa e tiragem intercostal, além de saturação de oxigênio limítrofe. O tratamento inicial de uma exacerbação de asma envolve a administração de oxigênio suplementar, se a saturação estiver abaixo de 94%, titulado para manter a saturação entre 94-98%. Broncodilatadores de curta ação, como o salbutamol, são a pedra angular do tratamento, administrados por aerossol dosimetrado com espaçador, preferencialmente em séries repetidas. O uso de corticoide sistêmico, como a prednisolona oral, é fundamental para reduzir a inflamação das vias aéreas e deve ser iniciado precocemente em exacerbações moderadas a graves. A monitorização contínua da resposta ao tratamento, incluindo frequência respiratória, cardíaca, saturação de oxigênio e pico de fluxo expiratório (PEF), é essencial. A decisão de alta ou internação depende da resposta clínica e da capacidade dos pais de administrar a medicação em casa. O brometo de ipratrópio pode ser considerado em exacerbações graves, mas não é a primeira linha para casos moderados.
Sinais incluem dispneia, fala em frases curtas, preferência por ficar sentado, frequência respiratória elevada, frequência cardíaca elevada, sibilância difusa, tiragem intercostal e saturação de oxigênio abaixo de 94%.
O salbutamol deve ser administrado em aerossol dosimetrado (MDI) com espaçador, em séries de 2 a 4 jatos a cada 20 minutos na primeira hora, podendo ser repetido conforme a resposta clínica.
O oxigênio deve ser ofertado se a saturação for inferior a 94%, titulado para manter a saturação entre 94-98%. Evitar oxigênio 100% indiscriminadamente.
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