UEPA Revalida - Universidade do Estado do Pará — Prova 2023
Considerando que você está de plantão numa unidade de emergência e recebe uma criança de 7 anos de idade, cuja mãe informa que o menor iniciou com tosse seca há pouco menos de 24 horas e que se tornou persistente, com dispneia. Este é o segundo episódio do mesmo quadro que ele apresenta neste mês. Considerando que o paciente tenha diagnóstico de asma, de acordo com a última atualização GINA (GINA, 2022). Sobre este caso responda os questionamentos abaixo:a) Quais os sinais e sintomas que são esperados neste paciente em caso de exacerbação grave? Cite 5.b) Sendo uma exacerbação grave, quais condutas medicamentosas e de suporte são necessárias na primeira hora?
Asma grave → Frases incompletas + Agitação + FC > 120 + FR > 30 + SatO2 < 90%.
A exacerbação grave exige reconhecimento imediato de sinais de falência respiratória e intervenção agressiva com broncodilatadores, anticolinérgicos e corticoides na primeira hora.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e limitação variável ao fluxo aéreo. Na pediatria, as exacerbações são causas frequentes de procura ao pronto-socorro. O reconhecimento precoce da gravidade é vital, pois a progressão para insuficiência respiratória pode ser rápida. O GINA 2022 enfatiza o uso de terapias combinadas e a reavaliação contínua. O tratamento na 'hora de ouro' foca na reversão da obstrução brônquica e redução da inflamação. O uso de espaçadores é preferível à nebulização em muitos cenários por reduzir a dispersão de aerossóis e garantir boa deposição pulmonar. A monitorização da saturação e da mecânica respiratória guia a necessidade de suporte ventilatório não invasivo ou invasivo.
De acordo com o GINA, sinais de gravidade incluem a incapacidade de completar frases (fala monossilábica), agitação psicomotora, frequência cardíaca elevada (>120 bpm em crianças maiores), frequência respiratória aumentada (>30 irpm), uso de musculatura acessória (tiragem intercostal e fúrcula) e saturação de oxigênio em ar ambiente inferior a 90%. O 'tórax silencioso' é um sinal de extrema gravidade e iminência de parada respiratória.
A conduta inicial envolve oxigenoterapia para manter SatO2 entre 94-98%, administração de Beta-2 agonista de curta duração (SABA) via nebulização ou spray com espaçador (20-30 min), associado ao Brometo de Ipratrópio. O uso de corticosteroide sistêmico (oral ou IV) deve ser imediato. Em casos refratários, considera-se o Sulfato de Magnésio IV.
O Sulfato de Magnésio IV (40-50 mg/kg) é indicado em exacerbações graves que não respondem à terapia inicial com SABA, ipratrópio e corticoides na primeira hora, ou em pacientes que se apresentam com sinais de insuficiência respiratória iminente, visando reduzir a taxa de hospitalização.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo