PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
Marcelo, de 8 anos de idade, sabidamente asmático, dá entrada no Pronto Atendimento com cianose perioral, taquipneico e com tiragem intercostal. A ausculta pulmonar revela sibilos esparsos. Os sintomas iniciaram-se há três horas. O pediatra prescreve oxigênio e salbutamol inalatório por espaçador. Na avaliação, 15 minutos depois, a cianose havia desaparecido, porém os sibilos aumentaram em ambos os pulmões. Em relação à evolução do paciente, é CORRETO afirmar:
↑ Sibilos após broncodilatador em paciente com obstrução grave = Melhora do fluxo aéreo.
O aumento dos sibilos após o uso de beta-2 agonista em um paciente muito obstruído indica que o ar voltou a circular em áreas anteriormente 'silenciosas'.
Na avaliação da crise asmática, a ausculta pulmonar isolada pode ser enganosa. Um paciente com crise muito grave pode apresentar o 'tórax silencioso', indicando fluxo aéreo mínimo. Ao administrar broncodilatadores, a redução da resistência das vias aéreas permite a entrada de ar, o que paradoxalmente aumenta a intensidade dos sibilos enquanto o paciente apresenta melhora clínica evidente (redução da cianose e do esforço). Portanto, a avaliação deve ser global, priorizando sinais vitais, oximetria e o trabalho respiratório sobre a intensidade dos ruídos adventícios.
É um sinal de gravidade extrema onde a obstrução brônquica é tão severa que não há fluxo de ar suficiente para gerar ruídos adventícios, indicando falência respiratória iminente.
Com a broncodilatação inicial, o ar passa a fluir por vias que estavam totalmente fechadas. Esse fluxo em vias ainda parcialmente estreitadas gera o som do sibilo, confirmando a abertura da via aérea.
Redução da frequência respiratória, desaparecimento da cianose, melhora do nível de consciência, aumento da saturação de oxigênio e redução do uso de musculatura acessória.
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