INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2021
Uma paciente, de 42 anos de idade, com história de asma, vem ao serviço de emergência por “piora da falta de ar”. Ela refere ter feito salbutamol inalatório em casa, sem melhora. Refere, ainda, que estava fazendo tratamento com beclometasona inalatório em casa, mas parou porque estava se sentindo bem. Sua última exacerbação da asma havia sido há 6 meses. Antes de iniciar com a beclometasona, a paciente apresentava “uma a duas crises por semana”. Ao exame, apresenta bom estado geral, consegue completar frases, mas prefere permanecer sentada. Sua frequência respiratória é de 22 irpm. Frequência cardíaca = 102 bpm. Saturação de oxigênio periférica = 95%. Expansibilidade torácica preservada, sem uso de musculatura acessória e presença de sibilos expiratórios na ausculta pulmonar. Diante desse quadro, a paciente deve
Exacerbação de asma moderada: Salbutamol (4 jatos a cada 20 min) + Prednisona VO (40 mg) → Reavaliar em 1h.
A paciente apresenta uma exacerbação de asma moderada (consegue completar frases, FR 22, FC 102, SatO2 95%, sibilos). O tratamento inicial recomendado inclui beta-2 agonistas de curta ação (salbutamol) repetidos e corticoide sistêmico (prednisona oral) para reduzir a inflamação e prevenir a progressão da crise.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de pessoas globalmente. As exacerbações agudas, ou crises asmáticas, são eventos sérios que podem levar à hospitalização e, em casos graves, à morte. O manejo adequado na emergência é crucial para reverter a broncoconstrição e a inflamação, restaurando a função pulmonar. A avaliação inicial de uma exacerbação de asma envolve a classificação da gravidade com base em sintomas, sinais vitais e exame físico. A paciente do caso apresenta uma exacerbação moderada, caracterizada por conseguir completar frases, mas com taquicardia e taquipneia leves, e sibilos. O tratamento de primeira linha para broncoespasmo agudo são os beta-2 agonistas de curta ação (SABA), como o salbutamol, que devem ser administrados de forma repetida. Além dos broncodilatadores, os corticosteroides sistêmicos são essenciais para reduzir a inflamação subjacente. A prednisona oral é uma opção eficaz e preferível em pacientes que conseguem deglutir, com doses como 40 mg sendo comuns. A reavaliação após a primeira hora de tratamento é fundamental para determinar a resposta e ajustar a conduta, podendo indicar alta, observação ou internação. A educação do paciente sobre a importância da adesão à terapia de manutenção com corticoides inalatórios é vital para prevenir futuras exacerbações.
A gravidade é avaliada por parâmetros como capacidade de falar (frases completas, palavras isoladas), frequência respiratória e cardíaca, uso de musculatura acessória, nível de consciência e saturação de oxigênio.
O corticoide sistêmico (oral ou IV) é fundamental para reduzir a inflamação das vias aéreas, que é a base da asma, e deve ser iniciado precocemente em exacerbações moderadas a graves para prevenir a piora e acelerar a recuperação.
Em exacerbações moderadas, o salbutamol pode ser administrado em 4 a 10 jatos (ou nebulização) a cada 20 minutos na primeira hora, e depois a cada 1-4 horas, conforme a resposta clínica, até a melhora dos sintomas.
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