SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Um paciente de 58 anos de idade, com histórico de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), foi levado ao pronto-socorro com dispneia intensa, tosse produtiva com expectoração purulenta e febre há dois dias. Ao exame físico, apresentou PA = 130 mmHg X 80 mmHg, FC = 112 bpm, FR = 26 irpm e SatO2 = 88% em ar ambiente. A ausculta pulmonar revelou murmúrio vesicular reduzido difusamente e roncos. Nesse caso clínico, após a suplementação de oxigênio, a principal conduta terapêutica consiste em
Exacerbação grave de DPOC com hipoxemia e sinais de infecção → O2, broncodilatadores, corticosteroide sistêmico e ATB empírico.
Em uma exacerbação aguda grave de DPOC, especialmente com sinais de infecção bacteriana (expectoração purulenta, febre) e hipoxemia, a conduta terapêutica abrangente inclui oxigenoterapia (com cautela), broncodilatadores de curta duração, corticosteroides sistêmicos para reduzir a inflamação e antibióticos empíricos para tratar a infecção subjacente.
A exacerbação aguda da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é um evento caracterizado por um agravamento agudo dos sintomas respiratórios do paciente, como dispneia, tosse e produção de escarro, que vai além das variações diárias e requer uma mudança na medicação habitual. É uma das principais causas de hospitalização e mortalidade em pacientes com DPOC, sendo frequentemente desencadeada por infecções respiratórias (virais ou bacterianas) ou poluentes ambientais. O diagnóstico da exacerbação é clínico, baseado na história e exame físico. A avaliação da gravidade é crucial para guiar a conduta, observando sinais como hipoxemia, taquipneia, uso de musculatura acessória e alterações do estado mental. A fisiopatologia envolve um aumento da inflamação das vias aéreas, broncoconstrição e hipersecreção de muco, levando a um desequilíbrio ventilação-perfusão e piora da troca gasosa. O tratamento inicial de uma exacerbação grave de DPOC inclui oxigenoterapia para manter a SatO2 entre 88-92% (com monitoramento para evitar hipercapnia), broncodilatadores de curta duração (beta-2 agonistas e anticolinérgicos) para aliviar a broncoconstrição, corticosteroides sistêmicos para reduzir a inflamação e antibióticos empíricos se houver sinais de infecção bacteriana. Em casos mais graves, a ventilação não invasiva (VNI) ou invasiva pode ser necessária para suporte ventilatório.
Uma exacerbação de DPOC é considerada grave quando há dispneia intensa, aumento da frequência respiratória, uso de musculatura acessória, hipoxemia (SatO2 < 90%), hipercapnia, alterações do estado mental ou instabilidade hemodinâmica.
Antibióticos são indicados em exacerbações de DPOC quando o paciente apresenta os três critérios de Anthonisen (aumento da dispneia, aumento do volume de escarro e aumento da purulência do escarro) ou dois desses critérios, sendo um deles a purulência do escarro, ou quando há necessidade de ventilação mecânica.
Os corticosteroides sistêmicos são fundamentais para reduzir a inflamação brônquica, diminuir a duração da exacerbação, melhorar a função pulmonar e reduzir o risco de falha do tratamento e recidivas. Geralmente são administrados por via oral ou intravenosa por um curto período.
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