Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2015
Sobre as exacerbações da DPOC, assinale a alternativa INCORRETA:
Exacerbação DPOC: ATB indicada com aumento volume/purulência escarro; corticosteroide sistêmico acelera recuperação.
Em exacerbações da DPOC, a antibioticoterapia é benéfica na presença de escarro purulento ou aumento de volume. A cultura de escarro raramente é útil para guiar o tratamento inicial, que é geralmente empírico, especialmente em casos graves. Corticosteroides sistêmicos são cruciais para recuperação rápida.
A exacerbação aguda da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é um evento comum e clinicamente significativo, caracterizado por um agravamento dos sintomas respiratórios que requerem mudança na medicação habitual. É uma das principais causas de hospitalização em pacientes com DPOC e está associada a piora da qualidade de vida e aumento da mortalidade. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para o prognóstico. O tratamento da exacerbação da DPOC envolve broncodilatadores de curta ação, oxigenoterapia, corticosteroides sistêmicos e, em muitos casos, antibióticos. A antibioticoterapia é recomendada quando há sinais de infecção bacteriana, como aumento da purulência e/ou volume do escarro, ou em exacerbações graves. A escolha do antibiótico deve considerar o perfil de risco do paciente e a prevalência de resistência local. É um erro comum superestimar a utilidade da cultura de escarro no manejo inicial, pois o tratamento empírico é a regra. Corticosteroides sistêmicos, como prednisona, são fundamentais para reduzir a inflamação e acelerar a recuperação. Em pacientes de alto risco, antibióticos de amplo espectro, como a levofloxacina, podem ser considerados.
A antibioticoterapia é indicada quando há aumento da purulência e/ou volume do escarro, ou em exacerbações graves que necessitam de ventilação mecânica, seguindo os critérios de Anthonisen.
Corticosteroides sistêmicos, como prednisona 40mg/dia por 10-14 dias, promovem uma recuperação mais rápida e melhoram a função pulmonar, reduzindo a inflamação das vias aéreas.
Não, a cultura de escarro geralmente não é útil para guiar o tratamento empírico inicial, sendo reservada para casos de falha terapêutica, exacerbações graves ou pacientes com fatores de risco para patógenos resistentes.
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