HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2022
Paciente feminina, 59 anos, carga tabágica de 40 maços-ano, histórico pregresso de HAS, doença do refluxo gastroesofageano, (DRGE) doença arterial coronariana (DAC), e em acompanhamento pneumológico por DPOC há 9 anos. Admitida em pronto-socorro com quadro de aumento da dispneia principalmente aos esforços, aumento da expectoração e aumento da purulência do escarro iniciados há 5 dias. Nega ortopneia ou dispneia paroxística noturna. Sobre o provável diagnóstico agudo desta paciente, assinale seu principal fator de risco:
História prévia de exacerbações agudas de DPOC = principal fator de risco para novas EADPOC.
A história de exacerbações prévias é o preditor mais forte para futuras exacerbações em pacientes com DPOC. Isso reflete uma maior suscetibilidade do paciente e a progressão da doença, sendo um alvo importante para estratégias de prevenção e manejo.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum, prevenível e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo devido a anormalidades das vias aéreas e/ou alveolares, geralmente causadas por exposição significativa a partículas ou gases nocivos. As exacerbações agudas da DPOC (EADPOC) são eventos críticos que levam à piora dos sintomas respiratórios e frequentemente exigem hospitalização, impactando negativamente a qualidade de vida e a progressão da doença. A fisiopatologia das EADPOC envolve inflamação das vias aéreas, infecções (virais ou bacterianas) e fatores ambientais. O diagnóstico é clínico, baseado no aumento da dispneia, volume e/ou purulência do escarro. É crucial diferenciar de outras causas de dispneia aguda, como insuficiência cardíaca. A identificação dos fatores de risco é fundamental para a prevenção, sendo a história de exacerbações prévias o preditor mais robusto para eventos futuros. O tratamento das EADPOC inclui broncodilatadores de curta ação, corticosteroides sistêmicos e, em casos selecionados, antibióticos. Estratégias de prevenção, como vacinação, reabilitação pulmonar e cessação do tabagismo, são essenciais para reduzir a frequência e gravidade das exacerbações. O reconhecimento precoce dos fatores de risco e a implementação de um plano de manejo individualizado são cruciais para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes com DPOC.
Os principais sinais incluem aumento da dispneia, aumento do volume e/ou purulência do escarro. Outros sintomas podem ser tosse, sibilância e opressão torácica.
A história de exacerbações prévias é o preditor mais forte para futuras exacerbações, indicando um paciente com maior risco e que necessita de estratégias de prevenção mais intensivas.
A carga tabágica é o principal fator de risco para o desenvolvimento da DPOC. Embora não seja o preditor mais forte de exacerbações futuras, o tabagismo ativo agrava a doença e aumenta o risco geral de eventos.
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