UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2020
Paciente tabagista inveterado, é admitido no pronto-socorro, com queixa de tosse secretiva, dispneia e sibilos difusos em ausculta pulmonar. O Rx tórax não evidenciou consolidações ou massas pulmonares. Ao ser questionado, refere que já estava apresentando esses sintomas há cerca de 1 ano, porém, apresentou piora importante na última semana com aumento da secreção com coloração esverdeada. Qual alternativa é correta sobre o caso?
Exacerbação aguda DPOC (tabagista, piora secreção purulenta) = ATB + corticoide + broncodilatador.
Em pacientes tabagistas com histórico de sintomas respiratórios crônicos sugestivos de DPOC, uma piora aguda da tosse, dispneia e aumento da secreção purulenta, sem evidência de pneumonia no raio-X, configura uma exacerbação aguda. O tratamento padrão inclui antibióticos para infecção bacteriana, corticoides sistêmicos para reduzir a inflamação e broncodilatadores para melhorar o fluxo aéreo.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição progressiva e debilitante, frequentemente associada ao tabagismo. As exacerbações agudas são eventos críticos que levam à piora dos sintomas respiratórios e são uma causa comum de hospitalização e mortalidade. Reconhecer uma exacerbação é fundamental para o manejo adequado, que visa restaurar a função pulmonar e prevenir complicações. A história de tabagismo e sintomas crônicos como tosse, dispneia e sibilos são indicativos de DPOC. O diagnóstico de exacerbação aguda de DPOC é clínico, baseado na piora dos sintomas respiratórios basais do paciente. A presença de escarro purulento sugere infecção bacteriana, justificando o uso de antibióticos. O raio-X de tórax é importante para excluir outras condições, como pneumonia ou pneumotórax, que poderiam mimetizar ou complicar a exacerbação. A ausência de consolidações ou massas pulmonares no raio-X, em um paciente com histórico de DPOC e piora aguda, reforça o diagnóstico de exacerbação. O tratamento de uma exacerbação aguda de DPOC tipicamente envolve uma tríade: broncodilatadores inalatórios de curta ação (para alívio sintomático), corticoides sistêmicos (para reduzir a inflamação das vias aéreas) e antibióticos (se houver sinais de infecção bacteriana, como aumento da purulência do escarro). A espirometria não é indicada na sala de emergência durante uma exacerbação, pois o paciente não consegue realizar a manobra adequadamente e os resultados não guiam a conduta aguda. O manejo precoce e agressivo é crucial para melhorar o prognóstico e reduzir a necessidade de internação.
Os critérios de Anthonisen são frequentemente usados: aumento da dispneia, aumento do volume do escarro e aumento da purulência do escarro. A presença de dois ou mais desses critérios, especialmente o aumento da purulência, indica uma exacerbação que pode necessitar de antibióticos.
Antibióticos são indicados para tratar infecções bacterianas que frequentemente desencadeiam as exacerbações, especialmente com escarro purulento. Corticoides sistêmicos são usados para reduzir a inflamação brônquica, melhorando a função pulmonar e diminuindo a duração da exacerbação.
Os broncodilatadores de curta ação, como beta-2 agonistas e anticolinérgicos, são a base do tratamento sintomático, pois promovem a broncodilatação e aliviam a dispneia, sendo administrados de forma mais frequente durante a exacerbação.
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